DEUS SE ENCANTA COM NOSSA CONFIANÇA

Muitos cristãos têm uma teologia transbordante de confiança, mas um coração cheio de desconfiança. Certa manhã eu estava mostrando a um grupo de homens como usar um diário de oração. Meu próprio diário estava sobre a mesa diante de mim, e folheei as páginas para mostrar aos homens as orações que havia destacado como respondidas. Havia centenas delas. Um indivíduo corpulento, sentado no lado oposto da mesa, inclinou-se, agarrou o diário e examinou-o com incredulidade.
— Não me diga que podemos orar pelas coisas que desejamos! — ele quase gritou.
— É o que estou dizendo — respondi. — Por que Deus desejaria que orasse pelas coisas que não deseja? Pense em algo que realmente deseja. Deus vai responder. Ele vai dizer sim ou não.

Se for errado ou prejudicial a você, Ele vai dizer não. Se Ele desejar lhe dar uma oportunidade para aprender algo importante, é possível que Ele lhe diga sim.

Mas Ele ficará encantado se você confiar Nele o suficiente para pedir. Eu o incentivo a apresentar todos os seus pedidos — espirituais, emocionais e materiais — a Deus em oração. Conte com a confiança de que a natureza do Pai é ser fiel e generoso, sempre procurando o melhor para você. Ele quer lhe dar os desejos de Seu coração. Com esse tipo de Pai, você não corre o risco ser franco ou específico demais. Ele não vai repreendê-lo nem escorraçá-lo.

Grandes pedidos sempre começam assim — com confiança genuína. Afinal, você pediria ajuda a seu melhor amigo, não ao vizinho valentão. Você está convencido das motivações e do afeto de seu amigo por você. Tem bons motivos para crer que seu pedido será recebido com boa vontade.

Quando a confiança cria raízes no coração, você está pronto a dar o próximo passo ousado na vida abençoada. Eu o considero o segredo da fartura de Jabez: Peça a Ele que lhe conceda aquilo que Ele deseja lhe dar.

Você é como a filha que se ajoelha diante do pai, de mãos estendidas, esperando. Quando o pai lhe pergunta o que ela deseja, sua resposta é simples:
— Estive pensando — ela diz, com um pouco de hesitação —, preciso de uma porção de coisas mas… mas o que mais desejo é o que você deseja realmente me dar!

Se a simples idéia de um pedido tão ousado e ilimitado lhe faz tremer, eu posso compreender. Coisas espantosas acontecerão quando você orar desse modo. Mas se tem medo de que Deus solte sobre sua cabeça exatamente o tipo de vida miserável que você teme, olhe de novo para seu Amigo. Avalie o caráter Dele e seu amor por você. Lembre-se da lealdade para com você. Abandone todas as desconfianças infundadas. Trema de emoção porque a vida sobrenatural de realização pela qual esteve aguardando está prestes a acontecer!

O segredo da verdadeira abundância é desejar o que Deus deseja. Eu o incentivo a repetir esse segredo para si mesmo durante. todo o dia. Que a verdade contida nesse segredo reorganize suas prioridades e transforme seu modo de pensar.

De própria experiência e de muitos outros, sei o que acontecerá quando você atingir essa parte de sua aventura com Deus. Ele se mostrará tanto a você que sua confiança Nele se desenvolverá com grande velocidade. Seus desejos se alinharão de maneira incrível com a vontade de Deus, e você identificará mais e mais os valores e propósitos divinos maravilhosos para você e o mundo Dele.

Um dia você olhará para sua vida incrédulo e feliz. Perceberá que ao longo do caminho desenvolveu o hábito da abundância. Por quê? Porque o poder de Deus para abençoá-lo e abençoar outras pessoas por meio de você liberou-se e circulou livremente em sua vida.

Bruce Wilkinson, em “DEVOCIONAL – A ORAÇÃO DE JABEZ”

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ALÉM DAS NOSSAS EXPECTATIVAS

“E provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênção sem medida” Malaquias 3:10

Na próxima vez que você folhear o Antigo Testamento, procure o Deus que talvez você não tenha percebido. Em todas aquelas restrições e repreensões, procure enxergar um Pai cuidadoso.

“Tudo o que você deseja e mais ainda, eu lhe darei, a você e seus filhos, Deus promete aos israelitas repetidas vezes. “Bendito serás tu na cidade, e bendito serás no campo. […] Bendito serás ao entrares, e bendito ao saíres” (Dt 28:3,6). Que coisa melhor poderiaacontecer?

Para Deus, recursos limitados nunca são problema. Não existe relutância nem restrição. Na verdade, como qualquer pai dedicado, Deus deve com frequência restringir-se a abençoar tanto os seus filhos! Você nunca leu Deus dizendo a Israel: “O que você quer dizer com ‘Abençoe-me de novo’?”

Deus não mantém um livro de contabilidade no para que não abençoe você demais, à custa de outra pessoa. Você não pode ultrapassar sua quota da bondade de Deus. E não pode superestimar Sua ternura.

Gosto de uma história contada a respeito de George Mueller, um grande homem de oração, que exemplifica como não podemos ser ávidos demais pelas bênçãos de Deus.

Por algum motivo, Mueller precisou mudar-se com a família e o ministério para outro lugar da Inglaterra. O dia inteiro os pertences da família foram levados pela colina abaixo na direção da barcaça que os conduziria ao novo lar. Quando a embarcação estava pronta para zarpar, verificaram que tudo estava a bordo exceto uma coisa — a cadeira predileta de George Mueller. O capitão, no entanto, recusou-se a esperar e atrasar a partida.

Mueller ficou em pé no convés e orou em voz alta — O SENHOR, por favor, apressa-te e traze minha cadeira. — O capitão, zombando do ministro que aborrecia o Deus Todo-Poderoso com um pedido tão tolo, ordenou à tripulação que soltasse as amarras do navio.

Nesse exato momento um homem surgiu no topo da colina e desceu-a, correndo. Ele carregava a cadeira predileta de George Mueller na cabeça.

Este é seu Pai e o meu! Pródigo, Ele doa com generosidade, além de todas as nossas expectativas — é o que Ele gosta de fazer. É sua natureza inalterável. Ele está presente com você hoje, procurando outra oportunidade de lhe conceder o que tem de melhor.

Você tem alguma preocupação no coração, alguma área em que deseja receber um favor divino, que você sempre considerou pessoal, embaraçosa ou tola demais para lhe pedir? Durante um minuto imagine como sua vida se transformaria se Deus respondesse a essa oração. Tente observar-se do ponto de vista do Pai e imagine o quanto Ele amaria provar o amor que tem por você dessa maneira.

Transforme hoje no dia em que abandonou essas dúvidas que limitam a bondade divina. Como qualquer pai amoroso, Deus se interessa por seu coração, por aquilo que é importante para você. Nada que você possa pedir é tolo demais para a atenção Dele. Nenhuma necessidade inoportuna, sonho ou ambição colocaria você além da quota das coisas boas de que Deus é capaz e está pronto a passar para você. Confie Nele. Peça-lhe hoje o que você deseja.

E mantenha os olhos no alto da colina.

Bruce Wilkinson, em “DEVOCIONAL – A ORAÇÃO DE JABEZ”

O PÃO DE CADA DIA

Ninguém é digno do prazer de viver, se não usar suas angústias, ansiedades e aflições para irrigar a vida. Ninguém é digno das flores, se não sujar as mãos para lavrar a terra e cultivá-la. A existência tem curvas imprevisíveis, perdas inesperadas, choques fora do plano que traçamos.

Quando olhamos para o relacionamento que Jesus tinha com Seus discípulos, verificamos que Ele os testava constantemente. Era capaz de enviá-los sem suporte financeiro e sem alimentos para uma terra esranha. Orientava-os a experimentar o vale do medo e a construir segurança mesmo quando o mundo desabava sobre eles. Corria risco de ser morto por proteger uma prostituta sem nenhuma religiosidade aparente e queria que os Seus discípulos aprendessem a amá-la independentemente de seus comportamentos. Para espanto deles, o Mestre não tinha medo de expressar Seus pensamentos em lugares onde se recomendava a prudência.

A oração do Pai-Nosso é uma síntese complexa do que Jesus viveu e ensinou. O Deus dessa oração não prometeu caminhos sem obstáculos, oceanos sem tormentas. Mas prometeu o pão cotidiano em cada travessia, força na angústia, coragem nas incompreensões e paciência nas perdas.

Deus não prometeu uma existência sem desertos, mas ensinou que há um oásis nos escombros das dores. Não prometeu campos de flores, mas ensinou, através de Jesus, que há dignidade nos vales dos temores e esperança nos abismos das derrotas. Ensinou que a vida deve ser homenageadas a cada momento como um espetáculo único.

Deus não facilita a vida humana. Uma análise do comportamento de Deus indica que, se atender prontamente todas as necessidades humanas, criaria exploradores, e não seguidores, pessoas autoritárias e não altruístas.

O próprio Jesus comenta que é necessário bater, bater e bater à porta desse misterioso Pai. Não é um processo instantâneo, mas exige o esforço da fé, da paciência e a sabedoria que Ele tem o tempo certo para tudo.

Augusto Cury, em “OS SEGREDOS DO PAI-NOSSO”

NO CAMINHO DA CONFIANÇA

A premissa da confiança segundo a Bíblia é a convicção de que Deus quer que creSçamos, avancemos e experimentemos plenitude de vida. Esse tipo de confiança, todavia, é adquirida apenas aos poucos e quase sempre através de uma série de crises e provações. No meio da angústia indescritível no monte Moriá, Abraão, ali com seu filho, Isaque, aprendeu que o Deus que o havia chamado para crer contra a esperança era iminentemente confiável, e a única coisa que se podia esperar dele era confiança incondicional. O grande patriarca é modelo da essência da confiança nas Escrituras hebraicas e cristãs: ter convicção que Deus é digno de crédito.

O relato da história da salvação aponta para a realidade invariável de que a confiança precisa ser purificada pelo fogo da provação. Davi, a figura mais admirada da história do judaísmo sabia o que era medo, solidão, fracasso e perseguição; mas ele conquistou o coração de Deus com sua confiança inabalável:

“Em vindo o temor, hei de confiar em Ti. Em Deus cuja palavra eu exalto, neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei” Sl 56:3-4

”Confio no Senhor sem vacilar” Sl 26:1

“O Senhor livrou-me porque se agradou de mim” Sl 18:19

“Espera pelo Senhor e tem bom ânimo, fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo Senhor” Sl 27:14

“Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança” Sl 40:4

“Quanto a mim sou como a oliveira verdejante, na casa de Deus, confio na Sua misericórdia” Sl 52:8

A confiança inabalável no amor de Deus nos inspira a sermos gratos pelas trevas que nos cercam, pelo desemprego, pela artrite que não pára de doer e nos leva a orar do fundo do coração: “Pai, em Tuas mãos entrego meu corpo, mente, espírito e todo o dia de hoje. A Tua vontade para mim, seja qual for, é a minha vontade, dependo de Ti e confio em Ti no meio da minha realidade. Ao Teu coração confio o meu coração, frágil, inseguro, incerto. Pai, entrego-me a Ti em Jesus, nosso Senhor, amém”.

Em algum lugar ao longo do caminho, na vida do cristão maduro, a fé junta-se com a esperança e transforma-se em confiança. Baseada na experiência que temos da fidelidade invariável de Deus, floresce a confiança de que Ele está conosco, e nos ajudará com Sua sabedoria e poder.

E acho que a fidelidade no caminho da confiança nos conduzirá, nos momentos mais críticos, ao mesmo ponto aonde Jó foi conduzido, e declarou: “Embora Ele me mate, ainda assim esperarei Nele” Jó 13:15

Brennan Manning, em “CONFIANÇA CEGA”

VERDEJANDO

“Por isso o Senhor esperará, para ter misericórdia de vós” Is 30:18

Onde há mais chuva, a grama é mais verde. Penso que são as neblinas e névoas da Irlanda que fazem dela a “Ilha de Esmeralda”; e toda vez que encontrarmos grandes neblinas de aflição e névoas de tristeza, acharemos corações verde-esmeralda — cheios da linda verdura da consolação e amor de Deus.

Minha oração é que você não seja encontrado a dizer: “Para onde se foram as andorinhas? Elas se foram de uma vez!…” Não, elas não se foram de uma vez; elas cruzaram o mar e foram para uma terra distante; mas logo voltarão. Filho de Deus, não diga que as flores morreram ou que o inverno as matou e se acabaram. Ah, não, embora o inverno as tenha coberto com o arminho de neve, elas ainda surgirão outra vez e estarão vivas, dentro em pouco.

Filho de Deus, não diga que o sol se apagou, porque as nuvens o esconderam. Não; ele está lá atrás, preparando o verão para você; pois quando surgir outra vez, ele terá preparado as nuvens para caírem em chuvas de primavera, que vão ser as mães de outras belas flores. E sobretudo isto, quando Deus esconde a Sua face, não diga que Ele Se esqueceu de você. Está apenas demorando um pouco, para que você aprenda a confiar Nele; e quando vier, você terá alegria no Senhor e se regozijará com gozo inefável.

A espera exercita as nossas graças; a espera prova a nossa fé; portanto, espere em esperança; pois embora a promessa demore, nunca chegará tarde demais.

C. H. Spurgeon, em “DEUS NÃO MUDA”

VOCÊ TEM SEDE DE QUE?

Na hora certa somos lembrados de que aquele a quem oramos entende nossos sentimentos. Ele conhece a tentação. Ele se sentiu desanimado. Ele teve fome, sentiu sono e se cansou. Ele sabe como nos sentimos quando o despertador toca. Ele sabe como nos sentimos quando nossos filhos querem coisas diferentes ao mesmo tempo. Ele balança a cabeça, compreensivo, quando oramos irados. Ele se compadece quando lhe dizemos que há mais coisas para fazer do que jamais poderá ser feito. Ele sorri quando confessamos nosso cansaço.

Mas somos gratos a João por optar incluir o versículo 28 no capítulo 19 de seu evangelho. Lemos simplesmente isto: “Tenho sede”.

Não era o Cristo que estava com sede. Era o carpinteiro. E aquelas são palavras de humanidade no meio da divindade.

Essa frase bagunça o esboço do seu sermão. As outras seis declarações estão mais “de acordo”. São clamores pelos quais poderíamos esperar: o perdão aos pecadores, a promessa do paraíso, o cuidado de sua mãe, até mesmo apelar a Deus dizendo: “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?” é uma coisa poderosa (Mt 27.46).

Mas “tenho sede”? Bem na hora em que havíamos entendido tudo. Bem na hora em que a cruz estava embalada e definida. Bem na hora em que o manuscrito estava concluído. Bem na hora em que havíamos inventado todas aquelas bonitas e claras palavras terminadas em “ação”, como santificação, justificação, propiciação e purificação. Bem na hora em que colocamos nossa grande cruz dourada sobre nossa grande torre dourada, Ele nos lembra que “a Palavra tornou-se carne” ( Jo 1.14).

Ele quer que nos lembremos de que ele também era humano. Ele quer que saibamos que ele também conheceu o zumbido do enfado e o cansaço que surge com os dias longos. Ele quer  que nos lembremos de que nosso desbravador não usava colete à prova de balas, nem luvas de borracha, nem uma armadura impenetrável. Não, Ele abriu o caminho da nossa salvação por entre o mundo que você e eu enfrentamos diariamente.

Ele é o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, e a Palavra da  vida. A poderosa salvação e o Príncipe da paz.

Mas há momentos em que somos restaurados ao nos lembrar de que Deus se fez carne e habitou entre nós. Nosso Mestre soube o que significava ser um carpinteiro crucificado que teve sede. Portanto, Ele sabe e compreende infinitamente cada uma das nossas necessidades.

Max Lucado, em “SEU NOME É SALVADOR

DEUS ESTÁ NOS DETALHES

Uma criança chorou. Isso mudou todo o curso da história da humanidade.

Deus está nos detalhes. A doutrina da providência divina declara que o governo providencial de Deus se estende a todas as coisas grandes e pequenas.

Coisas insignificantes podem proporcionar grandes conseqüências. O bater das asas de uma borboleta na China produz perturbações minúsculas nas correntes de ar, no final, afetam o tempo no outro lado do planeta.

Qual foi o choro que se ouviu por todo o mundo? Era o choro de uma criança que estava a mercê das ondas no rio Nilo. Moisés.
Um dos Faraós do antigo Egito decidiu reduzir o crescimento populacional do povo hebreu, escravos dos egípcios à época. Para tanto, declarou que as próprias parteiras hebréias deveriam matar as crianças que nascessem. Contudo, em um ato heróico de desobediência civil, as parteiras se recusaram a executar o serviço e tentaram encobrir sua rebeldia.

No entanto, uma das mulheres hebréias que dera a luz tomou um cuidado extra, incomum, para proteger seu filho:“Tomou uma arca de juncos, e a revestiu com barro e betume; e, pondo nela o menino, a pôs nos juncos à margem do rio.” Ex 2:

Se houve uma mãe que entregou o filho às mãos da providência de Deus, foi esta. Ela deixou a pequena arca flutuar e ser carregada para onde a corrente levasse. A irmã mais velha da criança se postou perto da margem do rio, observando à distância o cesto flutuar enquanto era carregado pela correnteza. Naquele momento , os únicos olhos que estavam sobre o cesto eram os da irmã e os olhos de Deus.

Então, aconteceu algo que alguém consideraria uma coincidência. Os olhos de outra pessoa viram o objeto no rio. O que atraiu estes olhos para o rio é uma questão de suposição. Talvez fosse o choro da criança.

Aconteceu que, de todo o povo da face da terra, quem viu a arca que estava flutuando naquele lugar, naquela hora foi a filha do Faraó. A Bíblia não diz que ela ouviu o choro da criança. Entretanto, quando ela pegou a arca, a criança estava chorando, o que me leva a pensar que foi o choro que chamou sua atenção em primeiro lugar. É evidente que ela conhecia o decreto do pai. Se obedecesse ao decreto, ela teria lançado a criança de volta no rio. Mas esse não foi o fim da história porque a mulher teve compaixão. A criança chorou…

Os acontecimentos que se seguiram são quase tão surpreendentes como a própria descoberta. A irmã observou quando a criança foi tirada do rio, pensando rapidamente, ela foi à filha do Faraó e se ofereceu para encontrar uma mulher que cuidasse do infante.

Podemos ver outra ironia, ela poderia ter dito “Não!’, em vez disso, ela disse “Vai!” . Então, a irmã do bebê partiu e trouxe sua mãe, onde se deu a ironia final. A própria mãe foi chamada para cuidar da criança. Seu filho lhe fora devolvido pela mão da providência de Deus que agia por intermédio da filha de Faraó.

Deus não se surpreendeu com o fato da filha de Faraó ir a margem do rio em um dia fatal da história. Ele não se surpreendeu com o fato da criança chorar. Ele ordenou que a criança chorasse e determinou que a princesa estivesse ali naquele exato instante. Deus não conhece acasos.

Fazemos o jogo do “O que aconteceria se?” Poderíamos supor que, se a criança não tivesse chorado, Moisés não existiria. Se Moisés não existisse, não haveria o Êxodo. Se o Êxodo, não haveria a Lei do Sinai. Sem a Lei, não existiriam os profetas. Sem os profetas, não existiria Jesus. Sem Jesus, não haveria a cruz. Sem a crus, não haveria a redenção. Sem a redenção, nada de cristianismo. Sem cristianismo, não haveria a Civilização Ocidental tal como a conhecemos. Tudo isto aconteceria se uma criança numa arca caseira deixasse de chorar no momento certo.

Contudo não há “O que aconteceria se?” em Deus. Ele é um Deus cuja providência está nos detalhes. Inclusive na sua, e na minha vida.

R. C. Sproul, em “A INVISÍVEL MÃO DE DEUS

KAIROS E CHRONOS

Vamos examinar dois conceitos gregos de tempo: chronos e kairos. Chronos (do qual derivam palavras como “cronologia’ e “cronômetro) é o tempo marcado pelo relógio; minutos, décadas, séculos – passado, presente e futuro. Kairos, por sua vez, é o tempo como substância. É não-sequencial e indivisível. Esse tempo é a pura existência do ser. É a categoria de tempo segundo Deus. Conforme Jesus disse aos fariseus, Deus não disse a Moisés: “Eu era o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó”, mas, “EU SOU o Deus de Abraão, Isaque e Jacó”. Por outro lado, chronos é a categoria huimana.

Quase todos nós passamos a vida servindo a chronos. O relógio dita o nosso ritmo de vida e nos fecha dentro das paredes da agenda e dos prazos impostos.

Como base para entrarmos nas profundezas de Deus, temos a Sua exortação para trocarmos nossos fusos horários – mudarmos de chronos para kairos. Trocar os fusos horários. Como se faz isso? Paulo trata desse assunto assim: “Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios.” Ef 5:15-16. O tempo pertence a Deus: “Tudo fez formoso em seu tempo” Ec 3:11.

Um velho ditado diz que “a pressa é inimiga da perfeição”, sem dúvida! A ansiedade gera a pressa, o medo gera a ansiedade e, como sabemos: “No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor” 1Jo 4:18. Quem confia no amor de Deus, não deveria temer. Deus enxerga a mim e a você no kairos; nós nos enxergamos no chronos. Não sabemos todas as razões, todos os porquês, todas as implicações. Mas Ele sabe de tudo aqui e agora, eternamente. Isso é grande e misterioso demais para entendermos, mas não precisamos entender, precisamos confiar e crer.

O amanhã está nas mãos de Deus –  Ele proverá.

Calvin Miller, em “NAS PROFUNDEZAS DE DEUS”

ORAÇÃO TRANSFORMADORA

“E Jacó ficou sozinho. Então veio um homem que se pôs a lutar com ele até o amanhecer. Quando o homem viu que não poderia dominá-lo, tocou na articulação da coxa de Jacó, de forma que lhe deslocou a coxa, enquanto lutavam. Então o homem disse: “Deixe-me ir, pois o dia já desponta”. Mas Jacó lhe respondeu: “Não te deixarei ir, a não ser que me abençoes”. Gênesis 32.24-26

Muitas vezes, nossos períodos de oração mais se parecem com lutas que com diálogos. no entanto, podem surgir transformações surpreendentes dos conflitos em oração.até esse encontro com Deus, a vida de Jacó se caracterizara por suas manipulações para que sua vida “funcionasse” de acordo com seus desejos.

Quando o estranho apareceu e lutou com Jacó, este vivia um momento de solidão e temor. em breve reencontraria o irmão, Esaú, que tinha o direito de odiá-lo. Jacó desconhecia os planos do irmão.

Durante a luta (com o próprio Deus, Gn 32.30), Jacó disse seu nome — o equivalente a uma confissão, porque seu nome significava “usurpador”. A confissão levou à transformação. Jacó recebeu a bênção: um novo nome e um novo futuro. Ele também recebeu um ferimento — uma lembrança permanente do que acontecera.

Se quiser experimentar a oração transformadora, seja sincerocom Deus.diga: “senhor, tenho sido medroso”. E então acrescente: “ajuda-me a ir além do que sou para tornar-me quem tu me chamaste a ser”.

Apesar do passado de Jacó, os planos de Deus prevaleceram. Não tema lutar em oração, pois Deus usará as medidas necessárias para executar os planos Dele. como Jacó, fique firme e não desista da bênção que o transformará para sempre.

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Senhor, desejo te conhecer melhor, de modo que possa experimentar todas as tuas bênçãos. Não oro tanto quanto gostaria, e passo por momentos de dúvida, mas dedico este dia a confiar mais em ti, porque sei que encontrarei transformação na tua presença.

Stormie Omartian, em “O PODER DE UMA VIDA DE ORAÇÃO”

PARA DEUS, QUANTO PIOR, MELHOR

Por vezes enfrentamos uma grande adversidade e achamos que estamos no extremo daquilo que poderíamos suportar. Choramos, rogamos, gememos e a resposta não vem, ao contrário, nos vemos em direção a um túnel cada vez mais sombrio e sem saída.

Quando lemos em Marcos 5, Jairo, o príncipe da sinagoga abrindo mão de sua reputação, seus preconceitos e de joelhos rogando que Jesus vá à sua casa e imponha suas mãos sobre sua filhinha, pois estava nas últimas. Jairo entendia como funcionava o Profetismo de Israel, sabia como Elias, Eliseu, Isaias, Ezequiel, etc, agiam; conhecia os protocolos que regiam a ações destes homens de Deus. Então orienta Jesus “como” fazer: “Vá lá em casa, imponha as mãos sobre minha filhinha e como o senhor é mais um profeta de Deus o que acontecia com os arautos do Antigo Testamento assim também ocorrerá contigo, esta é a ordem natural do mundo espiritual”. Este é o nosso erro, pensamos que o Senhor sempre agirá de acordo com uma recita de bolo. Ele é Deus e fará conforme o Seu Santo querer, agindo Ele ninguém O impedirá.

Jairo só não sabia que Jesus não era mais um profeta de Deus, mas sim o “Profeta e Filho de Deus”.

No caminho da casa de Jairo Jesus é tocado por uma mulher com  fluxo de sangue e então se detém. Jairo fica desesperado, mas tem a oportunidade de reforçar sua fé vendo a mulher ser liberta de seu mal; sua fé é acrescentada. Mas, em seguida, uma triste notícia azeda sua vida e esperança, ”(…) -Porque incomodas ainda o mestre, a tua filha está morta (…)” a “demora” de Jesus ocasionou a morte da filhinha do príncipe da sinagoga. O que estava ruim piorou, o que era sombra na vida do pai se transforma em treva existencial.

Jesus poderia demorar-se menos, poderia responder-nos mais rapidamente, poderia transformar em um piscar de olhos a minha triste situação, será que Ele não está vendo o quanto estou sofrendo? Será que vale a pena minha fidelidade? Está tendo algum resultado minha renúncia a todos os pratos de lentilhas do mundo para ter que digerir diariamente este cálice de fel de minha entrega ao Evangelho?

A resposta de Cristo Jesus a Jairo, ao ver seu semblante caído é “Não temas Jairo, Crê somente”, esta é a chave da ressurreição dos mortos, é a palavra revigorante daqueles que estão perdendo suas forças e, como a mulher de Ló, desistindo do caminho da Vida e voltando-se para a estrada de Sodoma.

A mesma resposta foi dada às irmãs de Lázaro, “Eu Sou a ressurreição e a Vida”. Jesus é a resposta quando não existe mais resposta, é Ele quem tem o poder de tirar Vida  de um sepulcro lacrado e mal cheiroso, mudando todo o contexto e trazendo esperança de libertação e propósito do ser.

Se tudo está atrasado em tua vida, já cheira mal, está desenganado por tudo e por todos ou já está quase à morte, não temas, Crê somente!

Se hoje creres verás a Glória de Deus, ainda que aquilo que esteja ruim venha a piorar.

Jesus sempre chega na hora certa. Nosso descompasso de impaciência é que nos impede de viver essa verdade.

Portal Gospel Prime

SOCORRO BEM PRESENTE

Davi chegara a um ponto na vida onde algumas pessoas pensam em suicidar-se. Estava em um lugar tão baixo na escada do desespero que alcançara o último degrau. A última parada. O lugar em que você pula para o abismo ou pede o perdão de Deus para ser resgatado. A maravilha é que temos essa escolha, porque Deus nunca desiste de seus filhos.

Davi fez a escolha certa. Embora tenha ficado “profundamente angustiado”, ele “fortaleceu-se no Senhor, o seu Deus” (I Sm 30.6).

Você está falando o que é certo agora, Davi. Esse é o caminho para suportar o Pantanal do Deserto. Os abismos podem parecer sem fundo, mas há esperança no alto. Levante os braços! A ajuda está lá.

Pela primeira vez em meses, Davi alça os olhos e diz: “Oh, Deus, ajude-me”. E é atendido. Ele sempre vai ajudar. Deus é um “socorro bem presente” quando necessário.

Os dias sombrios pedem ponderação e foco vertical. É isso o que Davi aprende neste momento de sua vida. Ele descobre que a prova não se destina a jogá-lo de costas e sugá-lo para dentro do abismo, seu desígnio é pô-lo de joelhos para que levante os olhos.

Você talvez tenha conhecido as alegrias e êxtases de andar com Cristo, mas num momento de desânimo, optou pela bifurcação errada no caminho e está vivendo agora no território errado. Nas palavras do profeta, você foi como aqueles que “semeiam vento e colhem tempestade” (Os 8.7).

Como Davi, porém, você se cansou de sentir-se desajustado. A desilusão gerou desconfiança e a depressão o aniquila aos poucos.

Levante-se. Venha para casa. O Pai está esperando na porta, pronto para perdoar e disposto a restaurar. Está na hora de sua volta, de fortalecer-se novamente no Senhor, o seu Deus.

Charles Swindoll, em “DIA A DIA COM OS HERÓIS DA FÉ”

VOCÊ QUER EXPLICAÇÕES?

Deus é todo-poderoso. Colossenses 1:16 nos afirma que tudo foi criado para Deus:“pois Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por Ele e para Ele”.

Pare e pense: será que, ao invés disso, não estamos vivendo como se Deus tivesse sido criado apenas para nós, para nos servir, para nos abençoar e para tomar conta das pessoas que nós amamos?Salmos 115:3 apresenta esta revelação: “O nosso Deus está nos céus, e pode fazer tudo o que lhe agrada”. Ainda assim, continuamos questionando o Senhor de várias maneiras. “Por que o senhor me criou com este corpo, em vez de me dar aquele?”; “Por que tanta gente no mundo morre de fome?”; “Por que há tantos planetas sem vida espalhados pelo espaço?”; “Por que minha família é tão  complicada?”; “Por que Ele demora tanto para responder certas orações?”: “Por que o senhor não se revela de uma maneira mais clara para as pessoas que precisam de sua ajuda?”.

A resposta a cada uma dessas perguntas é simplesmente esta: Ele é Deus. Ele tem mais do que o direito de nos perguntar por que tantas pessoas estão morrendo de fome. Por mais que queiramos reivindicar de Deus explicações a respeito de Sua pessoa e de Sua criação, não temos nenhuma condição de exigir que Ele preste contas a nós.

“Todos os povos da terra são como nada diante Dele. Ele age como lhe agrada com os exércitos dos céus e com os habitantes da terra. Ninguém é capaz de resistir à sua mão ou dizer-lhe: ‘O que fizeste?’” (Dn 4:35).

Você é capaz de adorar um Deus que não é obrigado a dar explicações a respeito de seus atos? Será que não é arrogância de sua parte pensar que Deus lhe deve satisfações?

Francis Chan, em “LOUCO AMOR”

NOVA ESTAÇÃO

“Veio ainda a Palavra do Senhor dizendo: Que vês tu, Jeremias? Respondi: Vejo uma vara de amendoeira. Disse-me o Senhor: Viste bem, porque Eu velo sobre a minha palavra para a cumprir” Jr 1:11-12

A amendoeira é uma das primeiras árvores a florescer na região da Palestina. Antes de brotar as folhas, flores brancas como a neve desabrocham. Enquanto a terra ainda está sob os efeitos do inverno, aquelas belas flores surgem espontânea e inesperadamente, surpreendeno-nos com a promessa de uma nova estação. Isso acontece a cada primavera: a exuberância  nas flores, nas florestas e nos jardins, antes que as folhas apareçam e a relva fique verde outra vez.

Flores são como palavras. “Porque velo sobre a minha Palavra para a cumprir.” Essas palavras, como a flor da amendoeira, são promessas, são uma antecipação do que está por vir. Elas se transformam em algo. “E o verbo se fez carne” Jô 1:14

Não podemos ser ingênuos no trato com o mal – ele deve ser enfrentado. Também não podemos ficar intimidados, pois ele será usado por Deus para nosso bem. Assim, um dos mais extraordinários aspectos das boas-novas é que Deus usa pessoas de todos os tipos, até as más, para cumprir Seus bons propósitos. O grande paradoxo do julgamento divino é que o mal é utilizado como combustível no forno da salvação (não foi assim na cruz do calvário?).

Nossa tendência é subestimar Deus e superestimar o mal. Não vemos o que Deus está fazendo e, então, concluímos que Ele não está fazendo nada. Em contrapartida, enxergamos tudo o que o mal está realizando e concluímos que ele está no controle de tudo. As visões do profeta Jeremias dissipam as aparências. Por meio da amendoeira em flor  somos ensinados a viver com ardente esperança e a nunca nos deixarmos intimidar pelo mal, pois se formos viver de acordo com a verdadeira imagem de Deus, conscientes de tudo o que Ele é, receptivos e sensíveis a tudo o que Ele está realizando, temos que confiar em Sua Palavra e acreditar naquilo que não vemos. ALELUIA!

Eugene Peterson, em “ÂNIMO!”

CIRCUNSTÂNCIAS DESAFIADORAS

Algumas situações que vivemos ou experimentamos em nossa caminhada desafiam as explicações racionais. Nestes casos, apenas aceite.

Se você estiver em cima dos trilhos de um trem e este vier em sua direção em alta velocidade, você tem duas opções: ou sai da linha, ou é atropelado. A vida é assim algumas vezes. Determinadas situações apresentam-se de tal forma que não podemos detê-las. Desta forma, deve-se aprender a gerenciar os fatos de modo que eles simplesmente sejam sucedidos por outros. Tentar ficar no caminho e deter tal circunstância é a mesma coisa que esperar na linha do trem e tentar pará-lo apenas com a mão levantada. O comboio seguirá até seu destino final, e você será destruído nesse processo.

]Não importa o quanto estamos bem preparados para as contingências da vida (nas finanças, com relação à saúde, à aposentadoria, nos relacionamentos etc.), há sempre a possibilidade de que uma adversidade surja de onde menos se espera e nos atinja.

Estamos num mundo caído, corrompido, algumas vezes fazemos o melhor que podemos, e mesmo assim algo ruim acontece. Não somos responsáveis por tais situações. Somos responsáveis pela maneira que respondemos a elas e pelo tempo e pelos recursos de que dispomos.

Uma vez que aceitamos os mistérios, os fatos incontroláveis da vida e as nossas próprias limitações, o que nos resta? Como podemos ter uma vida bem-sucedida sob tais circunstâncias? Há apenas um caminho: a fé. Fé que nos diz que “Tudo colabora para o bem daqueles que amam a Deus”. Fé que nos faz lembrar que “Deus transforma o mal em bem”. Nosso Criador, o Rei do universo, espera que tenhamos fé Nele, em Seu poder, compaixão, bondade e prontidão junto a nós. E toda vez que Ele vê essa característica em nós, a fortalece ainda mais.

“Quanto ao Senhor, Seus olhos passeiam por toda a terra, para mostrar-se forte com aqueles cujo coração é reto para com Ele.” 2Cr 16:9

Deus busca fé em nós. É interessante notar que Ele não espera encontrar poder, autoridade, opulência, influência, religião, política, comércio, educação, informação ou tradição, mas sim fé. Talvez Ele veja a fé como o ingrediente mais importante da terra.

Myles Munroe, em “REDESCOBRINDO A FÉ”

A CONSPIRAÇÃO

O que nossos olhos enxergam conspira contra a nossa fé. A “realidade” visível é o maior inimigo da esperança;  nosso corpo e nossas necessidades gritam pelo socorro de DEUS, a realidade palpável nos açoita e, se não lutarmos contra a incredulidade que o visível nos impôe, desistiremos de orar, clamar e esperar.

Precisamos lembrar constantemente que a realidade não é A REALIDADE; aquela  é apenas uma parte desta. A REALIDADE inclui o mundo espiritual, ela é muito maior, mais ampla do que aquela, A REALIDADE é onde DEUS começa a agir e antes que sua ação chegue à realidade.

Temos que ter força para suportar os fatos “reais”, temos que sustentar a dor com coragem e ter determinação para esperar que A REALIDADE se faça visível diante de nós. Esta coragem e determinação são criadas na oração e na confiança no PAI.

SE VOCÊ ENTREGAR À ELE TUDO NA TUA VIDA, ELE AGIRÁ A TEU FAVOR CONCRETIZANDO A VONTADE DELE EM VOCÊ E AO TEU REDOR. ISSO NÃO É ILUSÃO. A VERDADE, OU MELHOR, A REALIDADE,  AINDA ESTÁ POR SURGIR NO MEIO DOS DESACERTOS, CREIA!!!!

Afinal, a vontade do Senhor é sempre boa, agradável e perfeita (Rm 12:2)

Neuma Fernandes

TUDO FEZ FORMOSO

O prazer representa um grande bem, mas também um grave perigo. Se começarmos a perseguir o prazer como um fim em si mesmo, podemos perder de vista no o Doador das coisas boas como o desejo sexual, as células sensitivas do paladar e a capacidade de apreciar a beleza. Nesse caso, como diz Eclesiastes, a devoção exagerada ao prazer paradoxalmente conduzirá a um estado de total desespero.

Eclesiastes insiste em dizer que até as pedras em que tropeçamos são boas em si. “Tudo fez formoso em seu tempo” (3:16). Mas, ao assumirmos um fardo para o qual não fomos feitos, transformamos nudez em pornografia, vinho em alcoolismo, comida em glutonaria e diversidade humana em racismo e preconceito. O desespero toma conta à medida que abusamos das boas dádivas de Deus; já não parecem dádivas, e muito menos boas.

Eclesiastes se mantém como uma grande obra de literatura e uma obra de grande verdade, porque apresenta os dois lados da vida neste planeta: a promessa de prazeres tão tentadora que podemos gastar a vida toda para alcançá-los, e também a descoberta de que estes prazeres no final das contas não nos satisfazem. No final, o Pregador de Eclesiastes admite que a vida não tem sentido sem Deus e nunca encontrará sentido pleno porque não somos Deus.

Se não reconhecermos os limites e não nos submetermos ao governo de Deus, se não confiarmos no Doador de todas as boas dádivas, vamos acabar num estado de desespero. Eclesiastes convida a aceitarmos nossos status de criaturas sob o domínio do Criador, algo que poucos de nós consegue sem ter de lutar.

Assim como não sabes qual o caminho do vento, nem como se formou os ossos no ventre da que está grávida, também não sabes as obras de Deus que faz todas as coisas.” Ec 11:5

Philip Yancey, em “A BÍBLIA QUE JESUS LIA””

ABUNDANTEMENTE

Então, Jesus tomou os pães e , tendo dado graças, distribuiu-os entre eles; igualmente os peixes, quanto queriam.” João 6:11

Você não pode apreciar bem isso a não ser que compreenda que a palavra peixe era usada para peixes pequenos, conservados em salmoura, como sardinha, e não uma grande truta ou salmão. Os pães de cevada do tamanho de panquecas grandes – achatados, duros e quebradiços – o pão dos pobres.

Jesus pegou aqueles pães quebradiços e os peixinhos em Suas mãos e realizou o impossível. As multidões estavam sentadas nas encostas do monte e os discípulos ocuraram-se distribuindo a comida a dezenas, centenas e finalmente milhares!

Lembra-se de Filipe, que estava calculando em doses mínimas? João, em 6:11, conclui:“Quando queriam”. Podemos imaginar alguém que não havia comido por muito tempo dizendo: “Ei. Filipe, um pouco mais de pão aqui.” Filipe leva pão – o quanto queriam.

“E quando estavam fartos” (v.12). Isso é bem do jeito do nosso Senhor. Ele vai muito além do impossível, Ele sempre supera nossas expectativas, Ele faz ABUNDANTEMENTE (grave essa palavra) mais do que qualquer um possa imaginar, pensar, pedir. Naquela ocasião, Ele deu ao povo até que ficasse absolutamente farto. Realizou, mais uma vez, Sua especialidade – fez o impossível. Trouxe à existência o que não existia como se já existisse.

O rio é transposto, a montanha escavada, o impossível realizado. Para Ele tudo isso é como nada! Você vai notar que depois de o povo ter sido alimentado, Ele disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca” (v. 12), Eles recolheram e encheram doze cestos com pedaços dos cinco pães.

Você acha que Ele não pode agir da mesma forma hoje com os nossos impossíveis? Ore, espere, persevere na oração e na espera. Espere com paciência e sabedoria. Então você ficará tão surpreendido e alegremente atônito quanto aqueles discípulos.

Charles Swindoll, em “PERSEVERANÇA”

UMA ORDEM PARA VOCÊ

Quer seja em relação aos israelitas às margens do mar Vermelho, quer em relação a você e a mim que vivemos no século XXI, medo e timidez nunca fizeram parte do plano de Deus para o Seu povo. Quem vive amedrontado não tem fé, e “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb :6). Não importa quantos carros perseguiram os israelitas, não importa quão complicada e complexa é a sua situação. O medo nunca foi uma opção para os filhos do Deus vivo. O medo NÃO é uma opção para você agora!

“Não tenham medo. Fiquem firmes e vejam o livramento que o Senhor lhes trará hoje…O Senhor lutará por vocês, tão somente acalmem-se” Ex 14

Perigo iminente, situação aparentemente sem saída. Foi nessa circunstância que os israelitas ouviram uma das ordens mais importantes do Senhor – não temas! Uma ordem que se aplica também a nós em qualquer momento difícil que atravessarmos, em qualquer situação caótica que enfrentarmos. Ela foi proferida por Moisés, que declarou ousadamente: “Não tenham medo”.

Hoje ela é proferida diretamente a você – “Não tenha medo”. Proferida por Deus. Você percebe a magnitude e a seriedade disso? Deus está te dando uma ordem agora, diante da situação que está esmagando você – “Não tenha medo!”.

Jim Cymbala, em “A ORAÇÃO QUE VENCE BARREIRAS

ESPERE SURPRESAS

Aprendi uma grande lição na vida com Deus: Ele nos dá as coisas para que aprendamos como devolvê-las para Ele. O Senhor não quer que nos apeguemos neuroticamente a elas. Quer que as dediquemos a Ele. Quer que enxerguemos o amor, a misericórdia e o zelo Dele, por nós, através delas.

O Senhor vai te usar de um modo maravilhoso? Com certeza, se você permitir. Ele vai te preparar de um jeito como você jamais imaginou? Se você deixar, provavelmente sim. E, se você não tiver cuidado, vai olhar para as provações, os testes, as interrupções repentinas, os desapontamentos, as tristezas, o desperdício de oportunidade, os momentos ruins e vai pensar Deus acabou comigo, quando, na verdade, Ele o está equipando. Da mesma forma, são as coisas boas com as quais Ele nos presenteia, elas nos equipam também.

As provações nos equipam para termos confiança Nele, para aprendermos a ter paciência, para nos fortalecer. As boas coisas vêem para nos equipar com a humildade, a gratidão, e com a visão de que Ele é o provedor, o doador, a fonte, é a Ele que devemos adorar e depender.

“Duvido que Deus possa usar alguém grandemente sem que o fira profundamente”, disse A. W. Tozer.

Por que trato disso tão deliberadamente? Porque estou convencido de que as surpresas de Deus (tanto as que nos alegram, como as que nos entristecem) não são exceção, são a regra. Nosso conceito sobre a vontade de Deus é que Ele nos guia como nós nos guiaríamos e planeja como nós o faríamos. Mas, não é sempre assim. Sua vontade está muito além de nossa compreensão, embora algumas vezes ela se equipara a nossa, na maioria das vezes, não é bem assim.

O método preferido de Deus é a surpresa. Portanto espere surpresas. Repito, surpresas são a regra, não a exceção. Suas surpresas exigem flexibilidade e fé. Quando você se vê numa situação que não esperava, precisa adaptar-se. Deus não cometeu nenhum erro, você não cometeu nenhum erro. Você está simplesmente passando pelo processo de desenvolvimento interno, que é parte do arranjo que Deus faz dos eventos, por mais dolorosos que sejam, por mais inesperados que sejam.

Charles Swindoll, em “O MISTÉRIO DA VONTADE DE DEUS”

MISTÉRIO

MISTÉRIO! Pense nisso por um momento. Que é mistério? Mistério não significa ausência de desígnio. Mistério não significa falta de inteligência. Significa que o desígnio é profundo, insondável, oculto. Muito embora não possamos vê-lo, o plano, o propósito, a inteligência estão presentes. Pode ser inteligência que transcende nosso poder de descobrir e discernir, mas ela está ali. Mistério não significa que o motivo está ausente. Quer dizer apenas que ele é mais vasto, ilimitado e significativo. Não será por isso que o mistério é tão fascinante?

Será que se olhássemos para o mistério da vida – mistério do tratamento de Deus conosco – sob este ponto de vista, nossa vida não conteria em si mesma mais entusiasmo? Esse é o motivo de o mistério ser tão fascinante. É porque existe um plano inteligente e um plano abrangente que contém muitas fascetas, muitos fins. Ele é tão profundo, tão bem elaborado, que no momento não podemos imaginar nenhum desígnio, nenhum propósito compreensível. Sabemos que há por trás de tudo isso alguma coisa em andamento que mais tarde será esclarecido.

Onde não há mistério não há enredo. Mistério profundo significa um grande enredo. Por trás dele, encontra-se uma grande inteligência. Isto é especialmente verdadeiro ao tratar-se de uma vida que se entregou a Deus. Foi isto que o salmista quis dizer no Salmo 36:6 – “As tuas decisões são insondáveis como o grande mar”.

Paul Billheimer, em “O MISTÉRIO DA PROVIDÊNCIA DE DEUS”

DEUS É POR NÓS

Algumas vezes é encorajador apenas folhear as Escrituras e encontrar todas as promessas que nos mostram o que Deus pensa de nós, especialmente em um mundo onde as pessoas nos acusam continuamente e apontam o que veem de errado conosco.

Deus, não apenas é ‘por nós’, como está escrito em Romanos 8, Ele também nos tem dado grandes dons.“Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes”. (Tiago 1:17)

Em outras palavras não há alteração ou modificação em Sua personalidade, a despeito da frequência com que possamos dar voltas. Nenhuma sombra de dúvida de nossa parte pode fazer com que Ele fique mal humorado e não nos dê seus presentes. Falemos sobre graça!

Deus é por nós! Quero que você se lembre disso.

Deus é por nós! Diga, repita estas quatro palavras para si mesmo: Deus é por mim.

Lembre-se amanhã de manhã quando você pensar que Ele não é por nós. Lembre-se quando as coisas que você mais deseja demorarem a acontecer. Lembre-se de quando você falhou e falha. Lembre-se de quando você pecou e as críticas o arrasaram.

 Deus é por você. Tome isto para si: Deus é por mim!

Nunca, nunca diga a si mesmo, ou a outros, que Deus não os ama. Isto é heresia. Não há graça nisto. A graça diz: “Meus filhos, mesmo que falhem, Eu, o Senhor,  continua e continuará amando vocês”.

Deus é por nós!

Charles Swindoll, em “RENOVE SUA ESPERANÇA”

LIVRANDO-SE DA ANSIEDADE

“Não estejais inquietos” Fp 4:6

Nenhuma ansiedade deveria achar-se no cristão. Grandes, muitas e várias podem ser as nossas provações, aflições ou dificuldades, contudo não deveria haver ansiedade em nós, em nenhuma dessas circunstâncias, porque temos um Pai que é Todo-Poderoso; que ama a Seus filhos como ama a Seu Filho unigênito; e que tem verdadeiro prazer em socorrê-los e ajudá-los em todas as ocasiões e em qualquer circunstância.

Devemos atentar para a Palavra: “Não estejais inquietos por coisa alguma: antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplicas, com ação de graças.”

“Em tudo”, não meramente quando a casa está pegando fogo, não meramente quando pessoas amadas estão às portas da morte, mas nas menores coisas da vida, traga tudo a Deus. As coisas pequenas, as bem pequenas, as coisas que o mundo chama de insignificantes — tudo — vivendo o dia todo em santa comunhão com nosso Pai, com nosso precioso Senhor Jesus.

E ao acordarmos durante a noite, como por um instinto espiritual, voltemo-nos novamente a Ele, falando-Lhe e levando-Lhe, nas horas insones, os nossos pequenos assuntos — as dificuldades a respeito da família, dos negócios, da profissão. Falemos com o Senhor a respeito de qualquer coisa que nos perturbe de alguma forma.

“Pela oração e pela súplica”, tomando o lugar de pedintes, com fervor e perseverança, prosseguindo e esperando, esperando em Deus. “Com ações de graças.” Em todo o tempo devemos assentar um bom alicerce de ações de graças. Se tudo mais estiver ausente, isto esteja presente: : Ele nos salvou. Ele nos deu a Sua Palavra — o Seu Filho, Sua mais preciosa dádiva — e o Espírito Santo. Portanto, temos abundantes razões para ações de graças. Tenhamos isto em mente!

“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus.” E isto é uma bênção tão grande, tão real, tão maravilhosa, que precisa ser conhecida experimentalmente, e só assim, pois excede o entendimento.

George Müller, em “O SEGREDO DA VIDA”

PERSPECTIVA E RETROSPECTIVA

A fé que opera é aquela focada no ponto certo. Em outras palavras, o objeto da fé – quem ou no que acreditamos – faz a diferença entre o sucesso ou o fracasso, entre a vida e a morte. A fé que supera as provações – a fé no Deus que se fez homem em Jesus Cristo– é fortalecida pela convicção do Seu poder, não em Suas obras. Não me canso de dizer isso porque é de extrema importância.

Muitos cristãos hoje são tão orientados para o desempenho, tão focados no produto, que a força e a continuidade de sua fé dependem de ver Deus regulamente realizar maravilhas em suas vidas. Se o Senhor não age desse jeito tangível, dessa forma visível, eles se confundem e duvidam. Logo a fé é ameaçada.

Essa armadilha da decepção e pseudo fé pode ser evitada quando certificamo-nos de que a confiança foi colocada  no poder e no direito que Deus tem de fazer qualquer coisa, não em Suas obras. Mesmo se o Senhor não agir conforme esperamos, devemos continuar crendo Nele e em Seu poder, em Sua sabedoria e onisciência. Afinal o Senhor tem a autoridade para fazer e também para não fazer. O Senhor tem o conhecimento total para saber o modo exato de agir a nosso favor. Ele pode ajudar ou não da forma que desejamos. Às vezes, esquecemo-nos disso.

Nossa fé, portanto, deve ser posta no Senhor e em Seu poder, em Seu conhecimento único sobre tudo que envolve nossas circunstâncias, porque isso é mais importante do que Suas obras. Quando o poder divino não opera de uma maneira concreta e visível, não significa que não esteja presente. Certamente está presente, as ações do Pai (tanto de realizar ou não o que pedimos) são SEMPRE recheadas de sabedoria e amor. Aqui cabe bem lembrar as palavras do filósofo Soren Kierkegaar: “A vida deve ser vivida em perspectiva, mas entendida em retrospectiva”.

Myles Munroe, em “RE-DESCOBRINDO A FÉ”

GRANDE SIMPLICIDADE

Há uma grande simplicidade na maneira como Deus executa Seus planos, contudo, dentro dessa simplicidade estão Seus recursos, que são mais do que suficientes, para suprir qualquer necessidade; está a sua fidelidade inabalável para com o filho confiante; está o Seu propósito firme, do qual jamais Se esquece. Através de um companheiro de prisão e depois de um sonho, Ele tira José da prisão e o leva ao posto de primeiro ministro. E o tempo passado na prisão livra o futuro ministro de se vangloriar (Gn 40). É seguro confiar no método de Deus e seguir pelo Seu relógio.

Quando o caso é mesmo desesperador, a providência de Deus tem mil chaves para abrir mil portas para o livramento dos Seus. Sejamos fiéis e cuidemos da nossa parte, que é confiar Nele; ponhamos sobre Cristo a Sua parte e a deixemos lá.

A dificuldade é a própria atmosfera do milagre — é o milagre em seu primeiro estágio. Para que se opere grande milagre a condição não é que o problema seja apenas difícil, mas que seja impossívelEssa é uma máxima que os verdadeiros cristãos não se cansam de repetir para si mesmos e para outros. Tenha-a SEMPRE em mente, SEMPRE!

S. D. Gordon, em “CONVERSAS SOBRE ORAÇÃO”

JOGADA DE MESTRE

“Aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância.”, escreveu o apóstolo Paulo na prisão. Naturalmente ele preferia o conforto em lugar da agonia e a saúde em lugar da fraqueza, mas passou a acreditar que o SENHOR poderia usar tanto as circunstâncias boas quanto as ruins para realizar SUA vontade. Quando um Grande Mestre joga contra um enxadrista amador, a vitória é certa, seja qual for a configuração do tabuleiro.

A Bíblia celebra o uso, por parte de DEUS, de fatos ruins para servir ao Seu propósito desejado. Por exemplo, Paulo usou tudo que estava ao seu alcance para executar sua missão. Nas estradas romanas, construídas pelos césares para facilitar o governo sobre os povos dominados, levou a mensagem do amor de DEUS a todo o império. Recorreu à justiça romana para proteger-se em momentos cruciais. Mesmo depois que ele, a maioria dos 12 discípulos e o próprio JESUS morreram nas mãos dessa “justiça”.

O padrão irônico de DEUS prevaleceu. A execução de JESUS concretizou a salvação do mundo: “A tristeza de vocês se transformará em alegria”, prometeu. Para os que confiam em DEUS, ELE promete exatamente o mesmo, ou seja, usar TODAS as circunstâncias a seu favor.

Philip Yancey, em “O DEUS (IN)VISÍVEL.”

VER ATRAVÉS DA FÉ

Quando JESUS diz “Crê somente”, ELE está implorando…”Não limite suas possibilidades ao visível, não ouça apenas o audível. Não seja controlado apenas pela lógica. Acredite que existe muito mais na vida do que aquilo  que pode ser visto com os olhos!”

Um exemplo similar de fé foi encontrado na parede de um campo de concentração. Naquele lugar, um dos prisioneiros escreveu as seguintes palavras: “Eu creio no sol, muito embora ele não brilhe. Eu creio no amor, mesmo quando ele não é demonstrado. Eu creio em DEUS, mesmo quando ELE não fala.

Eu tento imaginar a pessoa que rabiscou aquelas palavras. Tento imaginar a mão esquelética pegando o caco de vidro ou a pedra que riscou aquelas paredes. Tento imaginar seus olhos procurando enxergar alguma coisa na escuridão enquanto entalhava cada letra. Que mãos poderiam ter forjado aquela convicção? Que olhos poderiam ter visto o bem no meio de tanto horror?

Só há uma resposta: Olhos que optaram por ver o invisível.

Como Paulo escreveu: “Não atentando nós nas cosas que se vêem, mas nas que não se vêem, porque aquelas, são temporais; e estas, são eternas.” 2Co4:18

Jesus está pedindo para vermos o invisível. Para fazer uma escolha. Para optar entre viver pelos fatos ou viver pela fé.

Tome nota disso: DEUS sabe que você e eu somos cegos. Sabe que viver pela fé, e não por vista, não é uma coisa que acontece naturalmente.  Eu acho que essa é uma das razões pelas quais ELE ressuscitou a filha de Jairo e Lázaro. Não foi por causa deles, pois eles estariam melhor no céu. Mas, foi por nossa causa – para nos ensinar que o céu está nos vendo quando nós enfrentamos o medo e confiamos.

Max Lucado, em “ELE AINDA REMOVE PEDRAS”

A COLHEITA

O homem humilde se surpreende com as muitas coisas boas que vê a sua volta, em vez de escandalizar-se com as coisas que não pode julgar. Ele é grato por suas realizações, mas não se desanima por causa dos fracassos, faz bom uso dos seus dons e logo admite os seus erros. Mantém-se de bom humor apesar da instabilidade e não se deixa abater por causa de seus defeitos de caráter. Sua confiança humilde no amor de Deus e sua fascinação diante da glória de Javé formam uma barreira de espinhos que o impede de ensimesmar-se e o liberta para voltar o olhar para os que estão a sua volta.

Jesus comparou o Reino de Deus à inexplicável colheita feita por um homem que lança a semente na terra. Com esse simples ato, a parte do agricultor está feita. Ele hiberna no inverno, dorme tarde, vai praticar esportes, assiste à televisão, lava roupas, conserta o buraco no telhado. Seja dia, seja noite, a semente lançada germina e brota. Ele não tem a mínima idéia de como isso acontece. A terra faz tudo sem a sua ajuda. Numa manhã ensolarada, ele está pronto para tomar seu farto café, vai até a porta, coça a cabeça olhando para as espigas maduras e faz a colheita. (Mt 4:26-29).

Com a confiança acontece a mesma coisa. Ao longo dos anos, ela se desenvolve e amadurece. Com base na sólida e irrefutável evidência da inabalável fidelidade de Deus, vai surgindo a certeza da credibilidade Daquele que nos ama profundamente. Depois que o agricultor semeia a terra, ele pode dormir tranqüilo, e a terra produz o fruto “de si mesma”. O amadurecimento da confiança acontece do mesmo modo. Assim como a pessoa humilde acha fácil dizer “eu não sei”, o discípulo que confia humildemente, quando lhe pedem que explique a certeza que ele tem do amor de Deus, coça a cabeça e diz: “Não dá para explicar, porque eu simplesmente não sei a resposta”.

O cristão confiante descansa certo de que Deus está dia e noite trabalhando na sua vida. À semelhança do agricultor, ele não é totalmente passivo nem age com presunção. Sabe que sua parte do trabalho depende dele e de mais ninguém, mas tem consciência de que o resultado está nas mãos de Deus, e que o fator decisivo é a graça imerecida. Assim, ele trabalha como se tudo dependesse de Deus e ora como se tudo dependesse dele. Ele aprendeu que a única maneira de não ter sucesso na oração é não orando.

Brennan Manning, em “CONFIANÇA CEGA”

EU QUERO MAIS!

“Pedireis o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos.” Jo 15:7:8

Imagine que o dedo de Deus desliza pela lista telefônica do céu. Ele começa pelo A, linha após linha, coluna após coluna, Ele está procurando um nome que se destaca entre todos os seus queridos e remidos. E onde o dedo divino hesita e pára?

Olhe atentamente. Parou onde está seu nome.

Por que creio nisso? Porque você avaliou sua vida um dia, talvez nem tanto tempo atrás, e disse: “Eu quero mais, SENHOR. Eu quero mais de Ti porque quero fazer mais para Ti”.

A segunda parte da oração de Jabez é o clamor de alguém que sabe que Deus nos fez com potencial para fazer mais, conquistar mais e sonhar mais. Ele examina suas atuais circunstâncias e toma uma decisão: “Eu nasci para mais do que isso”. E ora: “Por favor, ó Deus, alarga meu território!”. Em termos relacionados com a vida, “território” significa os limites de sua influência, domínio ou responsabilidade.

Acho que podemos concluir com segurança que Jabez não estava apenas pensando em crescer por amor ao crescimento, ou em mais espaço à custa de outra pessoa, ou na promessa de dinheiro fácil. Por quê? Porque a Bíblia o chama de “mais ilustre”. Para merecer um elogio desses, o pedido e as motivações de Jabez deveriam estar em harmonia com os propósitos de Deus.

Você consegue imaginar o dono de armazém se aborrecendo se um funcionário dissesse: “Senhor, eu gostaria de fazer mais para transformar este lugar em algo realmente agradável ao senhor”? Você poderia imaginar uma mãe ficando irritada com o filho que pergunta: “O que posso fazer para ajudá-la, mamãe?” Da mesma forma, quando você pede a Deus oportunidades maiores, Ele responde com deleite e favor.

Pergunte-se: Estou pedindo a Deus mais para poder fazer mais para Ele?

Deus está aguardando que cada um de nós tenha uma visão maior da vida — a visão que se harmonize com a Dele — e que lhe rogue para que ela se realize. Para sermos mais frutíferos para Deus, precisamos de mais oportunidades. Precisamos ver as oportunidades que já nos rodeiam e que constantemente não percebemos.

Não importa com que freqüência peçamos a Deus por esse tipo de “mais”, podemos ter certeza de que Ele ouve nossos pedidos com aprovação e planos de favor generoso.

Bruce Wilkinson, em “A ORAÇÃO DE JABEZ – DEVOCIONAL”

APARENTE AUSÊNCIA E TOTAL SILÊNCIO

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Certo dia você acorda e percebe que todas as suas sensações de comunhão espiritual se foram. Você ora, mas nada acontece. Você repreende o diabo, mas isso não muda nada. Você lê exaustivamente a Palavra, seus amigos oram por você, você confessa cada pecado que consegue imaginar, e então sai por aí pedindo perdão a todos que conhece, você jejua…e nada anda. Você começa a se perguntar quanto tempo essa depressão espiritual irá durar. Dias? Semanas? Meses? Será que vai acabar? Você tem a impressão que suas orações simplesmente batem no teto e voltam. Em absoluto desespero, você gria: “Qual o meu problema?”

A verdade é que não há nada de errado com você! Trata-se de uma parte normal do amadurecimento de sua amizade com Deus. TODO criatão passa por isso ao menos uma vez, normalmente várias vezes. É doloroso e perturbador, mas completamente vital para o desenvolvimento da sua fé. Ter conhecimento disso deu esperança a Jó quando não podia sentir a presença de Deus em meio ao caos em que se transformou sua vida. Ele falou: “Se vou para o oriente, lá Ele não está. Se vou para o ocidente, não O encontro. Quando Ele está em ação no norte, não O enxergo; quando vai para o sul, nem sombra Dele eu vejo! Mas Ele conhece o caminho por onde ando.” Jó 23:8-10

Quando Deus parece distante, você pode pensar que Ele está te punindo por algum pecado. Na verdade o pecado nos desliga de uma amizade íntima com Deus. Mas freqüentemente esse sentimento de abandono não tem relação com o pecado, é um teste de fé que todos devemos enfrentar. Será que você continuará a amar, confiar, obedecer e adorar a Deus, mesmo quando não sente a Sua presença, nem há evidência visível da ação divina em sua vida?

A onipresença de Deus e a manifestação de Sua presença são coisas diferentes. Uma é um fato; a outra é freqüentemente uma sensação. Deus está SEMPRE presente, mesmo quando você não percebe, e Sua presença é muito profunda para ser medida por uma mera emoção.

Sim, Ele quer que você sinta a Sua presença, porém Ele está mais interessado que você confie, e não tanto que você O sinta. FÉ e não sentimento agrada a Deus.
As situações que mais põem à prova a Sua fé são aquelas em que a vida desanda e Deus não pode ser achado. Como louvá-Lo quando você não consegue compreender o que está acontecendo e Ele está silencioso? Como permanecer em comunhão com Ele em meio a uma crise e sem nenhum contato?

Você faz o que fez Jô: Então prostrou-se, rosto em terra, em adoração, e disse: “Saí nu do ventre da minha mãe, e nu partirei. O Senhor o deu, o Senhor o levou; louvado seja o nome do Senhor.” Jô 1:20-21.

Em tempos de seca espiritual, você deve confiar pacientemente nas promessas de Deus, e não nas emoções. Deve perceber que Ele o está levando a um nível mais profundo de maturidade.

Rick Warren, em “UMA VIDA COM PROPÓSITOS”

 

DEUS É BOM TODO O TEMPO

Está na natureza de Deus o partilhar.Seus poderosos atos de criação e redenção foram feitos para o Seu prazer, mas o Seu prazer se estende a todas as coisas criadas. Basta olhar para uma criança sorrindo brincando ou ouvir o canto de um pássao no fim da tarde, olhe para o próprio céu neste fim de tarde, então, saberemos que Deus quis que Seu universo fosse cheio de alegria e beleza.

Os que amam Deus por Ele mesmo, irão descobrir milhares de fontes brotando do Trono cercado de arco-iris, e ofertando tesouros incontáveis que devem ser recebidos com gratidão reverente como sendo o transbordar do amor de Deus por Seus filhos. Cada dom é um presente da graça que, por não ter sido buscado egoisticamente, pode ser gozado sem prejuízo para a alma. Neles se incluem as bênçãos simples da vida, tais como a saúde, o lar, o cônjuge, a família, os amigos, alimento, abrigo, as alegrias puras da natureza ou os prazeres da música e da arte.

O esforço de encontrar esses tesouros, buscando-os diretamente em separado de Deus, tem sido a principal atividade humana no correr da história; e este tem sido o fardo e o mal do homem. O esforço de obtê-los como o motivo oculto por trás da aceitação de Cristo é um mal que só pode acabar em condenação.

Deus quer (e merece!) que nós O amemos por Ele mesmo sem qualquer razões para isso, confiando Nele para que seja tudo o que nossas naturezas requerem. Nosso Senhor disse isto muito bem: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu Reino e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” Mt 6:33.

A. W. Tozer, em “O HOMEM : A HABITAÇÃO DE DEUS”