* FIRME NA FÉ

Em tempos de aflições severas, o crente não tem nada neste mundo em que possa confiar; por isso, ele é impulsionado a refugiar-se exclusivamente em seu Deus. Quando seu navio está afundando e nenhum livramento humano pode ajudar, o crente tem de se entregar de modo singelo e completo à providência e ao cuidado de Deus.

Às vezes não há comunicação com nosso Deus, por causa da multidão de nossos amigos. Mas quando um crente se encontra tão incapacitado, sem amigos e sem auxílio, que não tem onde encontrar socorro, ele corre aos braços de seu Pai, sendo ali envolvido com alegria e felicidade. Quando está carregado de problemas tão urgentes e tão singulares que ele não pode contar a mais ninguém, exceto a Deus, deve ser grato por eles. Nesse tempo o crente aprenderá mais de seu Pai do que em qualquer outra época.

Agora, ao poder confiar somente em seu Deus, ponha nEle toda a sua fé. Não desonre o seu Mestre e Senhor, por dúvidas e temores indignos; pelo contrário, seja firme na fé, dando glória a Deus. Mostre aos ricos quão rico você é em sua pobreza, quando o Senhor Deus é Aquele que o ajuda. Mostre aos fortes quão forte você é em sua fraqueza, quando os braços eternos são o seu amparo (ver Deuteronômio 33.27). Agora é o tempo das proezas da fé.

Você deve ser forte e bastante corajoso. Assim como temos certeza de que Deus criou os céus e a terra, assim também podemos estar certos de que Ele glorificará a Si mesmo na fraqueza do crente e magnificará o seu poder em meio à aflição deste. A majestade da abóbada celeste seria arruinada, se o céu fosse amparado por uma simples coluna visível, e a fé do salvo perderia a sua glória se descansasse em qualquer coisa perceptível aos olhos carnais. Que o Espírito Santo lhe dê descanso em Jesus.

DEVOCIONAL CHARLES SPUGEON

CHARLES SPURGEON

CHARLES SPURGEON

CHARLES SPURGEON

* QUESTIONAMENTOS

Os salmos são uma parte muito especial das Escrituras. E peculiar. Neles há um misto de profecia, busca, lamento e alegria. Voz de Deus e de pessoas. Almas humanas falando a Deus e o Espírito de Deus falando a elas. Eles trazem louvores e questionamentos, talvez numa amostra de como é a nossa relação com O Senhor. Ele sabe todas as coisas, mas nós não sabemos. Ele tem sempre o pleno controle de Si mesmo, nós não temos. Somos frágeis, Ele é o Todo Poderoso. E Ele não pede para abrirmos mão de nossa humanidade como um critério para nossa fé. Ao contrário! Ele se fez humano para nos ajudar a ser quem somos e para crermos que podemos ser melhores. Quando sofremos, nossa alma faz perguntas sobre Deus. E muitas delas ficam sem resposta.

Veja as perguntas do salmista! Você já as fez em algum momento? Elas são as perguntas que está fazendo hoje? Elas revelam uma pessoa em sofrimento. Um sofrimento que já perdura por algum tempo. Alguém disse que podemos suportar quase tudo, se sabemos a razão. Não tenho certeza disso. Sofrer nos desequilibra, nos é antagônico. Não fomos criados para o sofrimento. Mas precisamos aprender a viver e lidar com isto, pois o mundo está cheio dele. Nem sempre se trata de merecer ou de colher o que plantamos. A dor pode chegar sem justificativas e não deveríamos tentar justifica-la. “Deus tem um propósito” é simplificar demais! Não precisamos defender Deus, precisamos ajudar quem sofre. O salmista não estava entendendo. Sua sensação era “Deus se esqueceu! Perdeu a paciência comigo e me rejeitou, definitivamente.”

O mundo está cheio de questionamentos sobre Deus e Sua bondade, poder e amor. Há muitas dádivas, mas as dores nos confundem. O mundo se ressente de pessoas que escolham continuar crendo e confiando em Deus, mesmo diante da perplexidade. Precisamos nos ajudar a crer, confiar no amor de Deus a despeito das circunstâncias. Precisamos nos fortalecer em Cristo e continuar esperando no Senhor. Devemos ser encorajadores dessa fé. Sempre houve questionamentos sobre Deus e sempre haverá. Podemos expressa-los sem medo e com amor ouvir os que os expressam. E devemos, o quanto antes, voltar para a fé que nos diz: “Eu sei que meu Redentor vive e que no final se levantará sobre todos!” (Jó 19.25). E encorajar os que sofrem a voltar! Diante da dor é difícil crer quando Deus parece ficar em silêncio. Mas crer é confiar que Ele está por perto e sabe o que fazer.

DEVOCIONAL IBPC

* REDENTOR E AJUDADOR

“Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra.” Salmo 121:1,2

O Novo Testamento nos diz que Cristo não é apenas o Redentor, mas também o Criador do universo, e esse Criador é apresentado no Salmo 121. Ali, o salmista nos desafia a erguer os olhos para os montes para ver Deus, pois nosso “…socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra” (vv.1,2). Somente Ele é suficiente para ser a nossa força e para guiar os nossos passos ao trilharmos nosso caminho em meio ao mundo perigoso e conturbado.

Levantemos os nossos olhos Àquele que nos mantém (v.3), nos guarda (vv.5,6) e nos protege contra todo tipo de perigo. Ele nos preserva do mal e nos mantém em segurança sob Seu cuidado por toda a eternidade (vv.7,8).

Em fé, elevamos os nossos olhos àquele que é o nosso Redentor e Criador. Ele é a nossa ajuda, nossa esperança e nosso maior ajudador. Nele há misericórdia, perdão e poder para transformar, curar, redimir, criar e solucionar.

Cristo foi crucificado para nos trazer nova vida.
DEVOCIONAL PÃO DIÁRIO

* SÍMBOLO DO PODER DE DEUS

“A fim de que vocês conheçam… a incomparável grandeza do seu poder… [que] ele exerceu em Cristo, ressuscitando-o dos mortos.” (Efésios 1.18-20)

A ressurreição de Jesus Cristo nos assegura também o poder de Deus. Precisamos do seu poder no presente tanto quanto precisamos do seu perdão do passado. Porém, Deus pode mesmo mudar a natureza humana, transformar pessoas cruéis em pessoas boas e corações amargos em corações doces? Ele pode tornar vivas em Cristo pessoas espiritualmente mortas? Sim, Deus pode fazer isso! Ele é capaz de dar vida aos mortos espiritualmente e nos transformar à sua imagem em Cristo.

Mas como essas afirmações podem ser comprovadas? Simplesmente por meio da ressurreição de Cristo. Paulo ora para que os olhos do nosso coração possam ser iluminados e possamos conhecer “a incomparável grandeza do seu poder para conosco, os que cremos” (v. 19). Como podemos ter certeza disso? Além da iluminação interior do Espírito Santo, Deus nos deu uma demonstração externa, pública e objetiva de seu poder na ressurreição, pois o poder disponível a nós hoje é o mesmo poder que “ele exerceu em Cristo, ressuscitando-o dos mortos” (v. 20). Dessa forma, a ressurreição é retratada como a suprema evidência na história do poder criativo de Deus.

Corremos o risco constante de banalizar o evangelho, de minimizar aquilo que Deus é capaz de fazer por nós e em nós. Falamos de alguém se tornar um cristão como se isso fosse nada mais que virar a página e fazer alguns pequenos ajustes em seu estilo de vida. Entretanto, de acordo com o Novo Testamento, tornar-se e ser cristão é um acontecimento tão radical que não há palavras para descrevê-lo a não ser morte e ressurreição — morte para a velha vida de egoísmo e ressurreição para uma nova vida de amor. Em resumo, o mesmo Deus que com poder sobrenatural ressuscitou Jesus da morte física pode nos ressuscitar da morte espiritual. Sabemos que ele pode nos ressuscitar porque sabemos que ele ressuscitou Jesus. Agora a nossa oração é que em todos os aspectos de nossa vida possamos “conhecer Cristo, [e] o poder da sua ressurreição” (Fp 3.10).

Para saber mais: Efésios 1.15-23

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]

* O ENCONTRO

Tempos depois, houve outra festa, e Jesus estava de volta a Jerusalém. Perto da Porta das Ovelhas, havia um tanque chamado Betesda em aramaico, com cinco pavilhões. Centenas de doentes – cegos, aleijados, paralíticos – ocupavam esses pavilhões. Um homem inválido estava ali havia trinta e oito anos. Quando o viu estendido ao lado do tanque, sabendo por quanto tempo ele estava ali, Jesus lhe disse: “Você quer ficar bom?”. O homem respondeu: “Senhor, quando a água é agitada, não tenho quem me ponha no tanque. Tento chegar, mas sempre alguém chega antes”. Jesus disse: “Levante-se, pegue sua maca e comece a andar!”. O homem ficou curado imediatamente, pegou a maca e saiu dali. Mas era sábado. (João 5.1-9)

O socorro estava bem perto do doente desamparado durante toda a sua enfermidade. Ele sabia que precisava de ajuda; sabia que a ajuda estava ao seu alcance, mas não podia ajudar a si mesmo. Jesus ajuda aqueles nessa mesma condição.

O que você não pode fazer por si mesmo?

“Busquei ao Senhor e, depois, percebi que ele levou minha alma a buscá-lo, buscando-me; não fui eu que te encontrei, ó Salvador verdadeiro; não, fui encontrado por ti.” Amém.

Retirado de Um Ano com Jesus [Eugene H. Peterson].

* O SALMO 119

Gostaria de falar hoje sobre o Salmo 119, que é o maior capítulo da Bíblia (176 versículos). Este capítulo possui uma particularidade, ele fala sobre a palavra de Deus e em todos os seus versículos encontram-se palavras que se referem a palavra de Deus como “mandamento, testemunho, palavra, lei, estatuto, juízo, promessa  etc

Somente podemos adorar a Deus verdadeiramente e ser gratos a Ele quando conhecemos a sua palavra. Não podemos amar aquele a quem não conhecemos, e a palavra de Deus nos faz conhecê-lo.

“Os meus lábios proferiram o louvor, quando me ensinaste os teus estatutos.” (Verso 171)

“Louvar-te-ei com retidão de coração quando tiver aprendido os teus justos juízos.” (Verso 7)

A palavra nos dá diretrizes de como devemos seguir nossa vida, de como podemos viver de forma que agrade a Deus, nos aconselhando sobre como devemos proceder.

“Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra.” (Verso 9)

“Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.” (Verso 105)

A palavra de Deus nos traz paz nos momentos de angústia e de acusação. Quando conhecemos a bíblia não nos importamos com o que os outros falam de nós, e sim com o o que Deus quer de nós! Encontramos na palavra de Deus consolo para nossas almas.

“Príncipes se assentaram, e falaram contra mim, mas o teu servo meditou nos teus estatutos.” (Verso 23)

“Lembrei-me dos teus juízos antiqüíssimos, ó SENHOR, e assim me consolei.” (Verso 52)

Quando estamos desanimados a palavra nos vivifica e nos devolve o vigor. Saber que Deus está ao nosso lado e todo o seu amor por nós, que é retratado em sua palavra, encontramos paz.

“A minha alma está pegada ao pó; vivifica-me segundo a tua palavra.” (Verso 25)

“A minha alma consome-se de tristeza; fortalece-me segundo a tua palavra.” (Verso 28)

Na palavra encontramos a confirmação para nossas orações e clamores a Deus. O maior veículo pelo qual Deus fala conosco não são sonhos, visões e profecias, mas a sua palavra em primeiro lugar! Através dela Deus nos confirma a sua vontade.

“Confirma a tua palavra ao teu servo, que é dedicado ao teu temor.” (Verso 38)

Na palavra de Deus, encontramos as promessas de Deus para nós.  No verso 49, o Salmista faz referência a uma promessa específica que lhe foi comunicada por Deus. Não sabemos exatamente do que se trata, mas sabemos que o Salmista se apegava a esta promessa de forma resoluta — ver Salmos 119:74, 81 e 147.

Na palavra de Deus, encontramos consolação. No verso 50, o Salmista encontra consolo. Mas não é uma consolação qualquer. É uma consolação muito distinta e exclusiva: a palavra hebraica נֶחָמָה – nehamah — consola, aparece somente uma vez em todo o Antigo Testamento em Hebraico, exatamente neste versículo! O Salmista deixa claro que a consolação que ele recebe é tão poderosa e exclusiva que o vivifica! Onde podemos encontrar tamanha consolação? Somente na Bíblia!

Espero que este texto tenha mostrado a você o quanto a palavra de Deus é importante na vida de um cristão. É imprescindível que a Bíblia seja a nossa primeira fonte para buscar a Deus, devemos reconhecer a sua inerrância e extrema utilidade para dirigir nossas vidas, afinal ela é a expressão do próprio Deus!

MINISTÉRIO BÍBLICO KAIROS

* HONRANDO DEUS ATRAVÉS DA ORAÇÃO

O pequeno relato sobre a oração que Jabez fez está registrado no primeiro livro das Crônicas, no capitulo 4, versículos 9 e 10. A oração que Jabez fez, muito provável no inicio de sua vida adulta, mudou por completo sua historia. Mas antes de adentrarmos na historia de Jabez propriamente dito, vamos nos situar no tempo e saber qual motivo teve o escritor de Crônicas.

Os Judeus estavam desolados, desanimados e sem inspiração para recobrar as forças para assumir o lugar especial que tinham na historia, bem como nos planos de Deus. E foi por esta razão que os livros foram escritos. A autoria do livro é atribuída a Esdras, tanto pelos primeiros cristãos quanto pelo Talmude — livros das tradições judaicas. E é justamente pela razão de situar o povo nos planos divino, que o primeiro livro das Crônicas começa com extensas listas genealógicas.

E dentre essas genealogias o escritor, ao citar Jabez, um dos descendentes de Judá, no capítulo quatro, faz questão de dizer que ele teve sua historia — que antes era lamentável— transformada em uma historia boa de ser lembrada. E era tudo o que os judeus precisavam ler/ouvir naquele momento, pois o templo onde eles adoravam a Deus estava destruído, o muro de Jerusalém havia sido derrubado, as plantações já não existiam mais — o livro de Salmos chega a dizer, no de número 126. 5, 6, que nessa época se faziam as plantações chorando de tão grande que era a desesperança.
Esdras começa a dizer que Jabez foi mais ilustre do que seus irmãos. Ou seja, está indicando que alguma coisa de diferente ele fez durante a trajetória de sua vida para que se sobressaísse, já que o escritor estava falando de alguém havia existido muitos anos antes. O que de diferente ele fez? Nada mais ou menos que uma oração. Jabez, ao nascer, recebeu esse nome – que significa “filho da dor” — porque sua mão sofreu muitos dores durante o trabalho de parto.

Jabez sem sua oração teria sido alguém, no texto, apenas com as primeiras características, que de tão irrelevantes, talvez nem fossem citadas. Mas o que Deus fez em sua vida através de sua oração deu um novo e melhor significado a tudo que ele viveu antes dela, e para o que passou a viver depois. O texto diz o seguinte: “E foi Jabez mais ilustre do que seus irmãs; e sua mãe chamou seu nome Jabez, dizendo: porquanto com dores o dei à luz. Porque Jabez (explicando o porquê de ele ter sido ilustre) invocou o Deus de Israel, dizendo: Se me abençoares muitíssimo e meus termos ampliares, e a tua mão for comigo, e fizer que do mal não seja aflito!… E Deus concedeu o que lhe havia pedido.”

É importante percebermos que Jabez não oferece nada em troca a Deus, até mesmo porque ele tinha pouco ou quase nada. Mas ele ofereceu o que ele tinha de melhor: sua capacidade de exercer a fé. Hebreus 11.6 diz que “sem fé é impossível agradar a Deus”. Ele quer que o honremos com nossa fé. Deus quer que sejamos como Jabez também no que se refere a sermos ávidos por não nos contentarmos com o que temos e somos, mas que o supliquemos na busca do que Ele tem para nós.

Jabez não conseguiu nada mais, nada menos do que o que Deus tinha para ele. Percebam que o texto diz que ele “invocou ao Deus de Israel”. Invocar é o mesmo que “recorrer a”. O Deus de Israel era o Deus que havia prometido prosperar o povo de Israel, e Jabez era um israelita. Busque e só se contente com o que Deus tiver para você. A mãe de Jabez tinha lhe dado um nome ruim, e sua condição de vida, antes da oração, tinha apenas limitações para lhe oferecer. O que importa não são as circunstancias que nos cercam, mas o que Deus quer fazer conosco através delas.

Jabez só foi o que foi, porque passou pelo que passou. Parece meio redundante, e sem muito nexo, mas se você tem a oportunidade de buscar as bênçãos de Deus — e não o faz — você está deixando de honrá-lo. Pois até mesmo seu modo de buscar as bênçãos de Deus pode ser um meio para honrá-lo, pois só busca a Deus aqueles que nele creem. Hebreus 11.6 também diz que Deus “é galardoador daqueles que o buscam”. O que pode fazer com que as experiências de sua vida e tudo que você possui, ganhem novo e bom sentido, talvez não vá ser uma oração, mas tenha certeza que será seu modo de honrar a Deus. Jabez honrou a Deus com sua oração, e ela se tornou poderosa.

O desafio não é o de sermos como Jabez, mas sermos nós mesmos, e procurar honrar a Deus como Jabez fizera. Que o Deus de Israel, de Jabez, que é o mesmo nosso, possa nos fazer enxergar as oportunidades que temos de honrá-lo, para que nossa vida ganhe novo sentido, mesmo existindo nela aquilo de que não gostamos.

ARTIGOS GOSPELPRIME

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 384 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: