* AS BEM-AVENTURANÇAS

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“Pois todo o que pede recebe . . .” (Mateus 7:8). 

Quem quer que seja a pessoa mandada a pedir e qualquer que seja a bênção que ela procura, não pode haver dúvida, pelas palavras de Jesus, que Deus a concederá. Há absoluta certeza disto. Seis vezes, em dois versículos, Jesus .faz essa declaração.

Mas aplica-se esta promessa, sem condição, a todos, e não há limites sobre o que pode ser pedido?

Pelo contexto geral do Sermão feito por Jesus naquela ocasião, é evidente que o “todo” de Jesus não pode ser universal. Ele já advertiu que nem o hipócrita interesseiro, nem o ritualista insensato receberão qualquer recompensa do Pai (6:1,7).

Com a mesma certeza, está excluído o homem dividido, cujo pedir, buscar e bater são esporádicos, incertos e desanimados. (6:22-24; Tiago 1:5-8).

O “todo” desta promessa é claramente referente ao homem de espírito humilde e de coração puro das bem-aventuranças (5:3-12).

Há uma passagem similar em Jeremias: “Então me invocareis . . . e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de TODO o vosso coração.” (Jeremias 29:12-13).

Significa isto que qualquer pedido, que é verdadeira e sinceramente feito pelo cidadão do Reino, será concedido? Não há limites aqui?

Deus sabe que temos carência das necessidades físicas da vida (6:32) e nos encoraja a orar por elas (6:11), mas estas não são os verdadeiros tesouros que formam a idéia principal deste sermão. As boas coisas, as bem-aventuranças deste texto são espirituais.

“Ou qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra? . . . quanto mais vosso Pai que está nos céus dará boas cousas aos que lhe pedirem?” (Mateus 7:9,11).

A base de nossa confiança em procurar o reino do céu repousa seguramente no desejo e capacidade de Deus de dar “boas dádivas” a seus filhos.

Algumas de nossas orações podem não receber resposta positiva porque nosso Pai, em sua graça e sabedoria, sabe que elas não serão “boas dádivas”. Mas nosso desejo pelo “pão do céu” será atendido. A “justiça, paz e alegria” do reino de Deus (Romanos 14:17) são “boas” sem qualificação, e é a vontade do Pai dá-las a cada um que as procura de todo o coração.

E, quanto aos nossos outros desejos, há uma grande certeza em saber se, em nossa inocência e sinceridade do espírito (“porque não sabemos orar como convém”, Romanos 8:26), pedirmos pedra em vez de pão, nosso Pai não o concederá. O pensamento de ser capaz de pedir a Deus qualquer coisa com absoluta certeza de recebê-la seria um pensamento assustador.

Há poucos de nós que não tenham vivido o bastante para agradecer ao nosso Pai celestial por orações que ficaram sem resposta.

PORTAL CASA DO SENHOR

* A RESPEITO DE ORAR

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Quanto mais se ora, Deus é “mais” Deus em nós. Deus não muda. É definitivamente pleno, portanto, imutável. Está, pois, inalteravelmente presente em nós, e não admite diferentes graus de presença. O que realmente muda são nossas relações com Ele, conforme nosso grau de fé e amor. A oração torna mais firme essas relações, produz uma penetração mais entranhável do Eu–Tu, através da experiência afetiva e do conhecimento fruitivo. Acontece com a lâmpada dentro de uma sala escura. Quanto mais a lâmpada alumia, melhor se vê a “cara” da sala, a sala se faz presente, ainda que não tenha mudado.

Quanto menos se ora, Deus é “menos” Deus em nós. Quanto menos se ora, Deus vai se esfumando em um apagado afastamento. Lentamente se vai convertendo em simples ideia sem sangue e sem vida. Não dá gosto estar, viver, tratar com uma ideia, também não há estímulo para lutar e superar-se. Assim, Deus deixa de ser alguém, e termina por diluir-se numa realidade ausente e longínqua.

Deixando de orar, Deus acabará por ser “ninguém”. Se deixarmos de orar por muito tempo, Deus acabará por “morrer”, não em si mesmo, porque é substancialmente vivo, eterno e imortal, mas no coração do homem. Acabando a fonte da vida, chega-se rapidamente a um ateísmo vital.

A oração é vida e a vida é simples – não fácil – mas coerente. Quando deixa de ser vida, convertêmo-la numa complicação fenomenal. Pergunta-se, por exemplo: Como se deve orar em nosso tempo? Pergunta sem sentido. Por acaso se pergunta como se deve amar em nosso tempo? Ama-se – e ora-se – tal como há quatro mil anos.

Pr Ed René Kivitz (www.edrenekivitz.com)

* NO CÉU COMO NA TERRA

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O  paganismo romano dos dias de Jesus ensinava que as ações dos deuses nos céus acima de nós afetavam a terra aqui embaixo. Se Zeus ficasse bravo, os raios e trovões ressoariam. “No céu, como na terra,” era a fórmula antiga.

Jesus, entretanto, algumas vezes invertia essa ordem. Ele ensinava: No céu, como na terra. Um cristão ora e o céu responde. Um pecador se arrepende e os anjos se alegram. Uma missão é bem-sucedida e Deus é glorificado. Um cristão se rebela e o Espírito Santo se entristece.

Creio nestas coisas e, no entanto, de alguma forma, continuo esquecendo-as. Esqueço que as minhas orações são importantes para Deus. Esqueço que as escolhas que faço hoje trazem alegria ou tristeza ao Senhor do universo. Esqueço que estou ajudando os que me são próximos a chegarem aos seus destinos eternos.

Nós agora podemos levar aos outros a mensagem das boas-novas do amor de Deus que Jesus trouxe a esta terra. Esse era o desafio que Ele deu aos Seus discípulos antes de ascender a Seu Pai (Mateus 28:18-20). Nós que seguimos a Jesus servimos de extensão de Sua encarnação e ministério. Por isso Ele veio à terra. Antes de ir, Ele disse a Seus discípulos que enviaria o Seu Espírito do alto para aqueles que estão aqui embaixo (Lucas 24:48). Ele não nos deixou sozinhos. Ele nos enche com Seu poder para que possamos tocar as vidas aqui embaixo atingindo a eternidade.

“Tu subiste diante de nossos olhos, nos voltamos tristes e te encontramos em nossos corações.” — Agostinho

 

Devocional Pão Diário

* UMA NOVA DEFINIÇÃO

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Pense em Abraão. Empurrando um século de vida, sua esposa, Sarai, noventa anos. O papel de parede do quarto de bebê já estava desbotado, a mobília, fora de moda. Falar de filho prometido traz suspiros e lágrimas…e Deus ainda diz que eles devem escolher o nome do filho. Eles riem! Em parte porque é bom demais para acontecer e em parte porque pode ser que aconteça. Eles perderam a esperança e esperança renovada sempre é engraçada antes de se tornar real. Eles riem um pouco de Deus, e muito com Deus – porque Deus também está rindo.

Com o sorriso ainda no rosto, Ele começa a fazer o que Ele faz de melhor – o inacreditável. Abraão, o pai de um, agora será Abraão, o pai de uma multidão prometida. Sarai, a estéril, agora será Sará, a mãe.

Os nomes deles não foram as únicas coisas que Deus mudou. Ele mudou também a maneira como eles definiam a palavra “impossível”!

Max Lucado, em “O APLAUSO DO CÉU”

* BEM ESTAR

Bare tree on hazy and snowy countryroad

“Ponham-se nas encruzilhadas e olhem; perguntem pelos caminhos
antigos, perguntem pelo bom caminho. Sigam-no e acharão descanso.”
JEREMIAS 6.16

O que mais importa não é o fato que eu conheço a Deus, mas, sim, algo muito maior que está implícito neste conhecimento — ele me conhece. Eu estou gravado nas palmas de suas mãos. Nunca sou esquecido por Ele. Todo o meu conhecimento Dele depende da iniciativa permanente da parte de Deus em me conhecer. Eu O conheço porque Ele me conheceu primeiro e continua a me conhecer.

Ele me conhece como meu melhor amigo, na verdade Ele me conhece muito melhor que este amigo. Não há um único momento em que Ele tira seus olhos de mim ou que se distrai e me esquece; portanto, não há um momento sequer em que Ele deixa de cuidar de mim. Este é um conhecimento extremamente significativo. Há um indizível conforto — o tipo de conforto que nos dá poder, isto é, não nos enfraquece — em conhecer este Deus que está constantemente consciente de mim, cuidando de mim, para o meu bem, e não apenas para o meu conforto.

Há um conforto e bem estar imensos na consciência de que O Deus que criou o universo e a vida, e os mantém, permanece dia e noite ao meu lado. Não como um mordomo pronto a me atender, mas como um pai-parceiro, disposto a me ajudar a ser melhor.

J. I. Packer, em “O CONHECIMENTO DE DEUS”

* MAIS QUE SUFICIENTE

 

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“Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o Senhor a
Abrão e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-poderoso; anda em minha presença
e sê perfeito.” Gn 17.1

No hebraico, idioma original desse versículo do Antigo Testamento, está escrito: “Eu sou El Shaddai”. Deus Se revelou a Israel por sete nomes, que revelavam a aliança
que estabelecera, e uma dessas designações foi El Shaddai, que literalmente significa o Deus que é mais do que suficiente, ou o Todo-suficiente. Você será fortalecido em sua fé, se pensar em Deus como Aquele que é mais do que suficiente!

Em todas os episódios narrados no Antigo Testamento, Deus Se revelou como El Shaddai – o Deus que é mais do que suficiente. Quando, por exemplo, Deus livrou os israelitas da escravidão no Egito, os soldados do Faraó foram ao encalço deles para prendê-los e levá-los de volta à escravidão. De um lado dos israelitas havia o deserto; do outro lado, montanhas. Diante deles, havia o mar Vermelho. Tudo indicava que estavam encurralados, mas confiaram em Deus, no Deus que é mais do que suficiente, e Ele dividiu o mar! Os abismos coalharam-se no coração do mar (Ex 15.8)! As águas foram paralisadas! Estancaram-se em montão de cada lado, como se houvesse um muro impedindo o escoamento, e Israel atravessou, andando até ao outro lado. Nosso Deus é mais do que suficiente!

Kenneth E. Hagin, em “ALIMENTO DA FÉ”

* O NOME DE DEUS EM SEU CORAÇÃO

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“Torre forte é o nome do Senhor; para ela correrá o justo e estará em alto retiro” Pv 18:10

Quando você estiver confuso acerca do futuro, vá para o Jeová-Raá, seu atencioso pastor. Quando estiver ansioso quanto às provisões, fale com Jeová Jiré, o Senhor da providência. Está sendo desafiado pelos poderosos? Peça ajuda a Jeová-Shalom, o Senhor é paz. Seu corpo está enfermo? Suas emoções abaladas? Jeová-Rafá, o Senhor que cura, o contempla agora. Você se sente como um soldado encurralado atrás das linhas inimigas? Refugie-se em Jeová-Nissi, o Senhor é a minha bandeira.

Meditar acerca dos nomes de Deus lembrará a você as características do Senhor. Pegue estes nomes e guarde-os em seu coração.

Deus é
O Senhor que guia,
O Senhor que provê,
a voz que na tormenta nos traz a paz,
O médico que cura o doente, e
a bandeira que guia o soldado.

Max Lucado, em “A GRANDE CASA DE DEUS”