* O QUE TU QUISERES, MEU SENHOR!

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Jesus desceu da montanha com os aplausos da multidão ainda soando nos ouvidos. De repente, apareceu um leproso, que se ajoelhou diante de Jesus e pediu: “Mestre, se o senhor quiser, pode me purificar”. Jesus estendeu a mão, tocou o leproso e disse: “Quero! Fique limpo!”. Todos os sinais da lepra desapareceram na hora. Jesus, então, lhe disse: “Não diga nada a ninguém. Apenas se apresente ao sacerdote, para que ele confirme a cura, e leve a oferta de gratidão a Deus, ordenada por Moisés. Que sua vida purificada e grata, não suas palavras, dê testemunho do que eu fiz”. (Mateus 8.1-4)

O leproso é o necessitado in extremis: alguém à parte, solitário, a quem se evita. Contudo, nenhuma condição de indigência é tão extrema ou tão absoluta a ponto de fazer que nos entreguemos ao desespero. Há esperança em Deus. A aproximação, tímida e hesitante – “se o Senhor quiser” –, encontra, inesperadamente, um desejo ousado e otimista de salvar: “Quero”.

O que havia de tão ruim em ser um leproso?

Quero purificação, querido Cristo, tanto quanto aquele leproso. Mas à tua maneira, o que quiseres. Não quero que minha vida seja moldada por minhas exigências, mas pelo movimento certo, porém misterioso, de tua graça. Amém.

Retirado de Um Ano com Jesus

* A VEREDA DO JUSTO

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“A vereda do justo é como a luz da alvorada, que brilha cada vez mais até à plena claridade do dia. Mas o caminho dos ímpios é como densas trevas; nem sequer sabem em que tropeçam.” (Provérbios 4.18-19)

Podemos identificar diversas áreas em nossa existência: a física, a emocional, a relacional, a financeira, a espiritual, a social, a familiar… e poderíamos seguir compartimentando. Mas somos uma unidade e não uma colcha de retalhos. Todavia, é possível cuidarmos melhor se nos percebermos, avaliando estas diversas áreas. Somos melhores em uma e piores em outra. Temos facilidade em uma e facilidade em outra. Mas é importante que a disparidade não seja num nível que nos prejudique. Por exemplo, darmos tanta atenção ao trabalho ao ponto de adoecer pelo excesso de trabalho. Ou desejar tanto proporcionar o melhor para a família ao ponto de gerar problemas financeiros. A vida exige equilíbrio.

Para ter equilíbrio é preciso sabedoria e é indispensável a benção de Deus. O texto de hoje está falando da vereda do justo, da pessoa que vive a partir de princípios morais, éticos e espirituais corretos. Nas Escrituras o justo é alguém que age corretamente e alguém que se submete a Deus e recebe de Sua justiça. Não é alguém perfeito, é alguém perdoado e que é justificado pela justiça da Cruz de Cristo. Uma justificação que nos equilibra a partir do centro para a periferia; do interior para o exterior. O justo é quem crê e orienta a vida colocando o Reino de Deus e a sua justiça em primeiro lugar. E então as demais coisas encontram o lugar certo. A vida vai sendo ordenada para nosso bem.

Quando é assim, o conjunto de atitudes, aprendizado, experiências, buscas, investimentos e tudo mais, inclusive dores, perdas, erros e tristezas, coopera para o bem, para que sigamos nos tornando uma pessoa lúcida, saudável, em quem o querer de Deus se realiza. Não tem a ver com o que conquistamos em termos materiais ou posição, mas tem a ver com quem nos tornamos. Com o tipo de visão que temos da existência e com o tipo de coração que revelamos no relacionamento com os outros. Quem você espera se tornar com a vida que tem levado? Viva como um justo e espere o melhor, a despeito do que a vida lhe proporcionar.

DEVOCIONAL IBPC

* ESTRATÉGIAS ESTRANHAS

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Salmos 16:8 – ¶ Tenho posto o SENHOR continuamente diante de mim; por isso que ele está à minha mão direita, nunca vacilarei.

Davi começa seu salmo implorando pela proteção poderosa e infalível do Senhor: “pois em Ti me refugio”. Após lamentar as derrotas espirituais daqueles que “correm atrás de outros deuses”, o salmista declara radiantemente: “Tenho posto o Senhor continuamente diante de mim. Por isso que Ele está à minha direita, nunca vacilarei” (Salmo 16:8).

O rei chama atenção para um ponto delicado, ao escrever: “não tenho bem nenhum além de Ti”. Nosso grande problema existencial é a enorme coleção de bens de que dispomos e aos quais damos preferência. Quando isto acontece, Deus é apenas um dos itens de nossa lista – a quem apelamos, somente depois de descobrir que as atraentes soluções humanas são furadas. Até chegar à conclusão do salmista, apanhamos um bocado…

O segredo de não vacilar, continuamente, é apelar para as soluções divinas de maneira contínua. É comum entregar a Deus as rédeas de nossa vida, somente depois, às vezes muito depois, de constatarmos os furos das nossas soluções humanas. Como isso não é coisa rara, entre os discípulos, Tiago nos ensina que Deus usa as nossas provações, para o fortalecimento de nossa confiança nas soluções divinas. Esta é a receita para não vacilar: aprender a deixar o Senhor no comando de nossa vida… mesmo quando as estratégias Dele nos pareçam um pouco estranhas.

DEVOCIONAL AMOR EM CRISTO

* ENTUSIASMO

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É interessante observar que a Bíblia não traz nenhuma promessa aos desanimados, aos preguiçosos e aos que não confiam, ainda que a Palavra de Deus se esmere em estimular o ânimo daqueles que, por algum motivo,  enfraqueceram no caminho. Mas a Palavra é muito clara quando nos exorta a pedir, a esperar com confiança, mas, sobretudo, a nos esforçar para tomar posse da conquista.
Deus nos manda ser fortes, sem dar espaço para a fraqueza. E isso significa encontrar forças nEle para vencer! Ele espera que tenhamos bom ânimo, ainda que nossas forças faltem, o entusiasmo nos impulsiona a buscar forças em Deus, acreditando que Deus nos dará graça para superar cada obstáculo. Não é por acaso que palavra entusiasmo significa Deus dentro de nós.
Mesmo diante das dificuldades, dos gigantes que parecem ter a posse da nossa terra, quando temos Deus dentro de nós, somos entusiasmados e não vacilamos. O bom ânimo associado ao esforço nos garante o cumprimento da promessa em Josué 1:3: “Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo dei”. Mas não podemos nos esquecer que antes do bonus temos que atender ao que manda o Senhor: “Esforça-te e tem bom ânimo, porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria. Tão-somente esforça-te e tem muito bom ânimo. Não se aparte da tua boca o livro desta lei e serás bem sucedido”, Josué 1:6
DEVOCIONAL MANÁ

* NECESSITAMOS ORAR

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“De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus levantou-se, saiu de casa e foi para um lugar deserto, onde ficou orando.” (Marcos 1.35)

É difícil para nós imaginarmos o nível de exigência desse ministério triplo de Jesus. Marcos nos dá o resumo de um dia comum em Cafarnaum. Já começou com ensino, e Jesus deixou seus ouvintes impressionados com a autoridade com a qual falava. Notícias sobre ele se espalharam rapidamente por toda a região da Galileia, de modo que multidões vieram ao seu encontro para receberem o ensino e para serem curadas. Naquela noite, depois do entardecer, quando o tempo esfriou e ele esperava por uma refeição e algum descanso, “toda a cidade se reuniu à porta da casa” (v. 33), e ele curou os enfermos. Soa fácil, mas, quando mais tarde, ele curou uma mulher que sofria de hemorragia, lemos que poder saiu dele. Ele deve ter se sentido esgotado. E ainda mais desgastante foi o seu confronto com espíritos malignos. O reino de Deus havia chegado; o reino do demônio não bateria em retirada sem luta.

Pergunto-me a que horas Jesus foi se deitar naquela noite. Tudo o que sabemos é que, depois de um dia intenso de ministério, ele precisava de repouso físico e espiritual. Muito cedo pela manhã, Jesus se levantou e foi para um lugar solitário para orar.

Lucas foi o evangelista que demonstrou um interesse maior nesse aspecto do comportamento de Jesus. Ele menciona dez ocasiões em que Jesus orou, muitas das quais não aparecem nos outros Evangelhos.

Jesus certamente conhecia os versículos do Antigo Testamento como Isaías 40.31: “Aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças”. E buscou essa renovação de energia na oração. Nós sabemos também quão íntima era a sua relação com seu Pai, tendo em vista o uso que fez da forma de tratamento diminutiva aramaica “Abba”. O falecido professor Joachim Jeremias escreveu: “Em nenhum lugar na literatura das orações do judaísmo antigo… essa invocação de Deus como Abba é encontrada… Jesus, por outro lado, sempre a usou quando orava”.1 Assim, renovado e descansado por meio da oração, Jesus retornaria às pressões de seu ministério intenso. É esse ritmo, entre a oração e o ministério, entre a renovação e o engajamento, que capacitou Jesus para resistir às pressões de seu ministério. E se ele necessitou disso, quanto mais nós necessitamos!

Para saber mais: Marcos 1.21-39 

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo

* SIGAMOS EM FRENTE

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“Prostra-se toda a terra perante ti, canta salmos a ti; salmodia o teu nome.” v.4 

 

“Continue a viagem. Siga adiante…” cantavam os adolescentes de um coral. Tinham apenas cantado as primeiras palavras daquela música, no domingo à noite, quando tudo ficou às escuras. Acabara-se a energia.

Bem, nem toda a energia. A verdadeira força não tinha acabado. Os estudantes continuaram a cantar. Foram trazidas algumas lanternas para iluminar o coral, que seguiu cantando todo o seu repertório, sem acompanhamento.

Na metade da apresentação, a regente pediu à congregação que todos cantassem junto com eles. Foi um momento emocionante, em que o nome de Deus foi exaltado naquela igreja escura. O “Aleluia” nunca pareceu tão celestial.

Antes da apresentação, todos haviam trabalhado duramente para garantir que o equipamento elétrico funcionasse. Mas a melhor coisa que aconteceu foi a queda de energia. Como resultado, o poder de Deus se destacou. A luz de Deus — não a luz elétrica — brilhou na escuridão. Jesus foi louvado.

Algumas vezes, nossos planos não funcionam e nossos esforços não são suficientes. Quando as coisas acontecem, e não conseguimos controlar, precisamos “continuar a viagem” e lembrar-nos de onde vem a verdadeira força para uma vida piedosa e para o verdadeiro louvor. Quando nossos esforços fraquejam, precisamos continuar louvando e exaltando a Jesus. Afinal, tudo acontece por causa dele.

O grande poder de Deus merece o nosso louvor de gratidão.
DEVOCIONAL PÃO DIÁRIO

* ORAÇÕES POR TODA PARTE

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No século 19, um monge Russo anônimo decidiu viver em comunhão incessante com Deus. Num livro intitulado “O Caminho do Peregrino” ele fala de ter uma só oração em sua mente: “Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tenha misericórdia de mim, um pecador.” Ele internalizou tanto a oração que a orava constantemente.

Talvez eu e você devíamos anotar. Até que a sua vida termine, você terá passado seis meses em sinais de trânsito, um ano e meio procurando coisas perdidas (dobre esse número no meu caso) e um espantoso cinco anos em pé em filas. Por que nós não damos esses momentos para Deus? Frases simples como “Obrigado, Pai.” “Seja soberana nesta hora, Ó Deus.” “O Senhor é o meu descanso, Jesus.” Ore onde você esteja. Deixe a cozinha ou o escritório virar um catedral ou a sala de aula uma capela. Dê a Deus os seus pensamentos sussurrados!

Max Lucado

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