* FÉ E PACIÊNCIA – DUETO VITORIOSO

Se a vitória só vem no fim da prova, o que acontece até lá? Podemos dizer que o tratamento acontece dentro da prova, no tempo em que a pessoa está esperando o livramento de Deus. O que faz alguém mais que vencedor não é uma vitória imediata, no primeiro “round” da luta, por assim dizer; é justamente a espera que produz em nós este tratamento.

Vivemos na época dos instantâneos. Comida pronta congelada. Rápida locomoção e comunicação, e outras coisas mais. Nossa geração não sabe ser paciente. Foi-se aquela época em que se fazia a massa do macarrão em casa antes de prepará-lo no almoço!

E por causa disto não sabemos esperar; vivemos ansiosos, afobados e fazendo de tudo para ganhar tempo. Só que quando as provas e tribulações chegam, achamos que as orações tem que ser todas instantaneamente respondidas e que tudo deve se resolver com urgência; mas como na maioria das vezes não acontece assim, acabamos nos desesperando. Precisamos aprender a esperar, pois a espera produzirá preciosos frutos em nós se o permitirmos.

Entre toda promessa de Deus e seu cumprimento há um intervalo chamado tempo. O tempo é o período de espera até que tudo se cumpra. O mesmo se dá na adversidade; entre o começo dela e seu fim (nossa vitória) há um intervalo chamado tempo, em que devemos esperar. A espera vai produzir mais resultados dentro de nós do que aquilo que veremos fora de nós neste tempo.

Muita gente acha que a espera é uma desculpa dos que não crêem na intervenção imediata de Deus, mas na verdade ela é uma marca na vida daqueles que crêem! Fé e paciência caminham juntas e não há meios de separá-las; vemos isto no ensino do Novo Testamento:

“Desejamos, porém, continue cada um de vós mostrando, até ao fim, a mesma diligência para a plena certeza da esperança; para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas.” Hebreus 6:11,12.

Ou seja, não se herdam as promessas divinas apenas por fé, mas pela fé e paciência juntas! Isto não dá sustento à visão de uma fé automática, tipo varinha de condão das fadas madrinhas, mas leva-nos a ver que a espera faz parte do processo de intervenção divina em nossas vidas.

Luciano Subirá, em “O AGIR INVISÍVEL DE DEUS”

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