* DE CABEÇA ERGUIDA

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“Tu, Senhor, me fazes andar de cabeça erguida.” (Sl 3.3.)

SE ESTAMOS DE CABEÇA baixa, só enxergamos o chão, as tiriricas, as florzinhas, os bichinhos, o pó da terra. Se estamos de cabeça erguida, só enxergamos o céu, as árvores, o palpável, a mesmice de sempre. Se estamos “cabiscimas”, só enxergamos o invisível , o além, o que o olho nunca viu nem o ouvido nunca ouviu. Se olhamos para baixo, vemos a terra se abrir para recolher o nosso corpo. Se olhamos para cima, vemos os céus se abrirem para recolher o nosso espírito.

É necessário aprender a mudar de postura, da cabeça baixa para a cabeça erguida, da atenção dada ao chão para a atenção dada aos céus, da fixação da morte para a fixação da ressurreição.

O salmista desprezava a cabeça baixa e valorizava a cabeça erguida. Dizia que era Deus quem o fazia “andar de cabeça erguida” (Sl 3.3).

De fato, Deus sabe substituir a cabeça baixa pela cabeça erguida. Ele sabe corrigir a anomalia do queixo caído. Quando Deus mostra o seu amor, a sua misericórdia, o seu perdão, o seu poder, a sua glória, a cabeça baixa se levanta.  Quando Deus afasta o véu e deixa o cabeça-baixa ver o que ainda está para acontecer, a vontade de olhar para cima aumenta e a vontade de olhar para baixo diminui.

Afinal, qualquer providência para afastar para bem longe a melancolia da
cabeça baixa é sempre bem-vinda.

Elben Lenz César, em “REFEIÇÕES DIÁRIAS COM O SABOR DOS SALMOS”

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