* AREJANDO A ALMA

Quero trazer a memória o que me pode dar esperança. As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. A minha porção é o Senhor, portanto esperarei nele. ” Lm 3:21-24

Jeremias e todo o povo de Israel estavam exilados na Babilônia. A nação israelita vivia um momento dificílimo. Sofriam angustiados, sem nenhum vislumbre de esperança, com se abandonados no fundo de um poço . Jeremias estava vivendo um momento de dor e de angústia. Vivia acuado, constrangido pelo inimigo. A tristeza havia tomado conta da sua alma e a esperança estava sendo arrancada do seu coração.

Jeremias se deixou contagiar pela gravidade da situação. Sem forças, ele se sentia morto. De repente, houve como que um estalo no seu interior, e ele, desperto da letargia espiritual.  Pôde perceber que aquele cativeiro estava minando os seus sentimentos e que, em decorrência disso, a desesperança estava assumindo o controle da sua própria vida.

Resoluto, ele disse: “Não! Eu não permitirei isso!” Sacudindo de si todo o mofo emocional ele continuou afirmando: “Eu não vou permitir que a minha alma seja um poço de amargura; nem que as circunstâncias venham ditar o estado da minha alma.

Minha mente não será um registro de dor e a minha memória não estará atada à desesperança.” Era exatamente isto o que ele estava dizendo: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.” Até então ele estivera exercitando a sua memória apenas com lembranças dos acontecimentos trágicos. No arquivo da sua memória ele só buscava as fichas do humilhante, do ruim. Na sua memória não estava registrado nenhum outro programa afora a dor. Nenhuma outra seqüência além da desgraça, da derrota e do mal. Apesar de tudo isso, algo aconteceu no seu interior e ele acordou a tempo daquele torpor . Como um abrir de comportas, ele proclamou: “Agora eu quero trazer à memória o que me pode dar esperança.”

A única coisa que você tem e pode afirmar categoricamente, “isto é meu”, é a sua vontade. Você pode perder um bem material, mesmo porque ele tem vida útil limitada; pode até perder um membro do corpo, mas a única coisa que ninguém pode lhe tirar é o seu livre-arbítrio, a sua vontade, a sua capacidade de escolher. Deus escolheu passar-lhe a “escritura de posse” do seu livre-arbítrio. Você é um ser livre! Foi usando sua liberdade que Jeremias decidiu: “Eu quero! Eu escolho! Eu faço! Eu quero trazer à memória o que me pode dar esperança. Chega! Eu não vou mais viver infeliz.”

Tome uma iniciativa como fez o profeta Jeremias. Podemos aprender muito com Jeremias na mensagem do livro de Lamentações. Ela pode nos ser muito útil par anos ensinar a dar um “basta” a todas as situações de desesperança, de desespero e dor que insistem em dominar a nossa vida.

A única coisa do passado que interessa para o presente é exatamente aquilo que nos pode dar esperança; fatos, lições de vida que poderão nos estimular a prosseguir. E o que pode me dar esperança é justamente a realidade transcendental de que o nosso Deus é um Deus misericordioso. Você pode ter esperanças, porque as misericórdias e o poder do Senhor não têm fim .

Márcio Valadão, em “RENOVE A SUA ESPERANÇA”

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