* ASAS PARA SONHAR

Hans Babblinger, cidadão de Ulm, Alemanha, queria voar. Queria desafiar a lei da gravidade. Queria planar como um pássaro.

Problema: Ele vivia no século 16. Não existiam aviões, helicópteros nem máquinas voadoras. Era um sonhador com planos avançados demais para a época. Queria o impossível.

Hans Babblinger, contudo, dedicou-se a uma profissão cujo objetivo era ajudar as pessoas aconseguir o impossível. Ele fabricava pernas e braços artificiais. Trabalhava continuamente porquenaquela época a amputação era uma solução comum para certas enfermidades ou ferimentos. Suatarefa consistia em ajudar os deficientes a vencer os obstáculos.

Babblinger sonhava fazer o mesmo para si.

Com o passar do tempo, usou suas habilidades para construir um par de asas. Breve chegou o dia de testá-las nas montanhas dos Alpes da Bavária. Ótimo local. Escolha auspiciosa. As correntes ascendentes de ar são comuns naquela região. Em um dia memorável, sob o brilho do sole os olhares dos amigos, ele saltou do patamar de uma montanha e chegou são e salvo ao solo.

Seu coração vibrou de alegria. Os amigos aplaudiram. E Deus regozijou-se. Como sei que Deus se regozijou? Porque Deus sempre se regozija quando ousamos sonhar. Na verdade, quando sonhamos assemelhamo-nos muito a Deus. O Mestre exulta diante de coisas novas. Encanta-se ao eliminar coisas velhas. Escreveu o Livro sobre como tornar possível o impossível.

Exemplos? Constate no Livro Sagrado:

Pastores de 80 anos normalmente não fazem faraós de tolos… mas não diga isso a Moisés.

Pastores adolescentes normalmente não enfrentam gigantes… mas não diga isso a Davi.

Pastores que guardam o rebanho durante as vigílias da noite normalmente não ouvem anjos cantar nem têm a oportunidade de visitar Deus no estábulo… mas não diga isso aos pastores de Belém.

E, acima de tudo, não diga isso a Deus. Ele eternizou o fato de fazer voar o que estava preso à terra. E zanga-se quando as asas do povo são podadas. Essa é a mensagem da história da figueira, uma cena peculiar envolvendo uma figueira sem frutos, o monte e o mar. Jesus e seus discípulos dirigiam-se para Jerusalém na segunda-feira de manhã após passarem a noite em Betânia. Ele estava com fome e avistou uma figueira à beira da estrada. Ao aproximar-se da figueira, constatou que, apesar de ter folhas, a árvore não tinha frutos. A figueira sem frutos o fez lembrar do que presenciara no templo no domingo e no que faria nesse mesmo templo ainda naquele dia.

Por isso, condenou a árvore. “Nunca mais nasça fruto de ti.” A árvore secou imediatamente. No dia seguinte, terça-feira, os discípulos vêem o que aconteceu com a árvore. Ficam admirados. No dia anterior, a árvore estava viçosa e cheia de vida: agora está seca e morta.

“Como pôde secar tão depressa?” perguntaram. E Jesus lhes respondeu: “Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não somente fareis o que foi feito à figueira, mas até mesmo, se a este monte disserdes: Ergue-te e lança-te no mar, tal sucederá; e tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis.”

Na história, você não encontrará as palavras sonho, voar ou asa. Porém, se analisar atentamente verá a história de um Deus que despreza a descrença e convoca os Babblingers do mundo a subir na montanha e testar suas asas.

Max Lucado, em “QUANDO OS ANJOS SILENCIARAM”

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