* BOM DEMAIS PARA SER VERDADE?

Podemos esperar que DEUS justifique os decentes, mas os sujos? Uma coisa é tornar as pessoas justas, mas e aquelas que são realmente más? Com certeza a cobertura é dada ao motorista que tem uma ficha limpa, mas o que excede a velocidade embriagado? Como pode a justificação para os maus?

Em sua cata aos romanos, Paulo é claro – até o calvário de Jesus, todos os esforços da salvação foram a terra para cima. O homem inflou o seu balão com o seu próprio ar quente e não foi capaz de deixar a atmosfera. A conclusão é inevitável: a auto-salvação simplesmente não funciona. O homem não tem uma maneira de salvar-se a si mesmo.

Mas, Paulo anuncia que DEUS tem uma maneira. Onde o homem falha, DEUS supera. A salvação vem do céu para baixo. Por favor, note: A salvação é dada por DEUS, guiada por DEUS, capacitada por DEUS e originada de DEUS. A dádiva não é do homem para DEUS. É de DEUS PARA O HOMEM.

Nesse ponto, você pode ser tentado a colocar condições sobre a graça. Nós podemos ser perdoados por determinados pecados, mas não por outros, ou, Sim, posso ver como tais e tais pessoas poderiam conseguir entrar no céu, mas outras???? Tais atitudes vão contra a GRAÇA infinita de DEUS. Além disso, elas ignoram as verdades bíblicas de que, separados de CRISTO, todos nós somos igualmente culpados diante de um DEUS santo. Todos nós precisamos de JESUS, porque todos nós pecamos e estamos abaixo do padrão de perfeição de DEUS. Na economia do céu ninguem está em melhor condição do que qualquer outro. Todos nós temos uma dívida enorme que somente JESUS tem capacidade de pagar.

Esta pode ser a verdade espiritual mais difícil para abraçarmos. Por alguma razão, as pessoas aceitam JESUS como Senhor antes de aceitá-LO como Salvador. É mais fácil compreender o Seu poder do que a Sua misericórdia. Iremos celebrar o túmulo vazio antes de nos ajoelharmos ao pé da cruz.

Bem no fundo, frequentemente acreditamos que o que Jesus fez por nós pode ser “bom demais para ser verdade”. Esta é de longe a objeção mais comum para a graça. Mas, pode crer, é bom demais, e é verdade, é por isso que é Páscoa!

Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus.” Pedro 3:18

Max Lucado, em “NAS GARRAS DA GRAÇA”

* QUÃO FORTE É DEUS?

Ocupe-se com a natureza de Deus não com o tamanho dos seus próprios bíceps…A pergunta fundamental na vida não é: “Quão forte sou eu?”, mas “Quão forte é Deus?”. Foi o que Deus ordenou a Moisés. Lembra-se da conversa diante da sarça em chamas? O tom foi determinado na primeira sentença. “[...] Tire as sandálias dos pés, pois o lugar em que você está é terra santa” (Êx 3:5). Com essas quinze palavras Moisés foi matriculado num curso sobre Deus. Imediatamente os papéis são definidos. Deus é santo. Aproximar-se dele, por menor que seja a distância, é pretensão demais… Não se gasta tempo convencendo Moisés do que ele é capaz de fazer, mas se gasta muito tempo explicando a Moisés o que Deus é capaz de fazer.

Você e eu temos a tendência de fazer o oposto. Explicaríamos a Moisés que ele é a pessoa ideal para retornar ao Egito… Depois o lembraríamos de que ele é a pessoa perfeita para viajar pelo deserto… Gastaríamos tempo revisando com Moisés seu currículo e sua força.

Deus, porém, não age assim. A força de Moisés não é levada em conta. Não há palavras de estímulo, não há tapinhas nas costas. Nem ao menos uma palavra é proferida para recrutar Moisés. Mas muitas palavras são usadas para revelar Deus. A questão fundamental não é a força de Moisés, mas sim a força de Deus.

Max Lucado, em “A GRANDE CASA DE DEUS”

* AS SUTILEZAS DO SUCESSO

Porque o desvio dos néscios os matará, e a prosperidade dos loucos os destruirá.” Pv 1:32
Quanto melhor o resultado, maior a confiança depositada; o que leva, a propósito, a maiores momentos de descuido e, portanto, de vulnerabilidade. Com respeito a esta última, F. B. Meyer escreve acertadamente:

Podemos esperar tentação nos dias de prosperidade e conforto, em vez de nos de privação e trabalho. Não nas encostas geladas dos Alpes, mas nas planícies ensolaradas da Campagna; não quando o jovem está subindo arduamente a escada da fama, mas quando tiver adentrado os portais de ouro; não onde os homens franzem a testa, mas onde abrem sorrisos lisonjeiros — é ali, bem ali, que a tentadora espera! Cuidado!

Que exortação sábia! Tal advertência não se refere à pessoa que está abatida e desanimada. Sua mensagem é dirigida aos bem-sucedidos, aos executivos em- preendedores, ao homem ou à mulher a caminho do topo, ao indivíduo que está experimentando as dádivas e o favor de Deus, que está colhendo os benefícios de maior privacidade e confiança.

O ensaísta escocês Thomas Carlyle tinha razão ao dizer: “A adversidade é algumas vezes difícil para um homem, mas para um homem que pode suportar a prosperidade, há cem outros que suportarão a adversidade”. As tentações que acompanham a prosperidade são muito maiores (e muito mais sutis) que aque- las que acompanham a adversidade.

Quando tudo estiver indo bem em sua vida, é hora de ficar mais atento á sua comunhão com o Senhor e avaliar permanentemente seus gestos, suas palavras e suas ações. Cuide em ficar mais tempo de joelhos quando as coisas melhorarem, quando as respostas do Senhor chegarem e quando seu milagre lhe for entregue.

Charles Swindoll, em “DIA A DIA COM OS HERÓIS DA FÉ”

* MISTERIOSO, INVENCÍVEL E AMOROSO

A experiência de fé e esperança gera grande profundidade e dimensão no relacionamento com Aba (Pai). Pelo testemunho que nos está disponível (Mc 14:36), parece que Jesus muitas vezes chamava Deus de Aba, palavra aramaica coloquial de intimidade, que significa “Papai”. Esse tratamento deve ter chocado os contemporâneos de Jesus por parecer irreverente e ofensivamente familiar. Mas familiaridade não exclui respeito. Reverência e prontidão para obedecer formam a base da compreensão que Jesus tem do Pai. Seu emprego extraordinário da forma afetuosa de se dirigir a Ele subtende que podemos nos aproximar de Deus segura e confiadamente, sem medo algum.

Orar “Ó Aba, Todo-Poderoso, eterno e infinito” não somente evita o sentimentalismo barato, mas vai ao encontro do que creio ser a necessidade mais importante e urgente em nossa geração – uma nova percepção da transcendência. Tal percepção de forma alguma diminui a ternura e o afeto do título “Aba”. Dirigir-nos a Deus desse modo é a expressão mais simples e corajosa da confiança absoluta de que Deus é bom, está ao nosso lado, e cremos que “Como um pai se compadece dos seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que O temem” Sl 103:13.

A percepção da transcendência restaura a reverência, o fascínio, o temor e a adoração de quem ora: “Aba, eu pertenço a Ti”. É o complemento cristão para uma primorosa declaração: “Temor sem amor é uma imperfeição; amor sem temor não é absolutamente nada”.

A carta aos Hebreus descreve a eficácia da oração que Jesus dirigiu ao Seu Aba; “…tendo oferecido preces e súplicas com forte clamor e lágrimas ao que podia salvá-Lo da morte, e tendo sido ouvido pela Sua reverência” (5:7-8). Não quero uma espiritualidade terrorista que me mantenha num perpétuo estado de pânico com relação ao relacionamento correto com meu Pai celestial, nem uma espiritualidade tola que retrate a Deus como se fosse um ursinho de pelúcia tão bonzinho, que não há comportamento ou desejo anormais que eu possa ter que Ele não venha a aprovar. Quero um relacionar-me com o Aba de Jesus, que é infinitamente compasivo diante de minha fraqueza e ao mesmo tempo um mistério tremendo, incompreensível e invencível.

Brennan Manning, em “CONFIANÇA CEGA”

* TEM MAIS!

É possível ter o suficiente de Deus? Ou tê-lo em excesso? Será que existe determinado ponto a partir do qual a pessoa pode se sentir satisfeita com a quantidade de intimidade, conhecimento e poder de Deus que experimenta? Não consigo ver como isso é possível. Afinal, cada encontro nosso com Deus não deveria produzir em nós uma sede ainda maior do Senhor?

Permita que eu seja ainda mais claro: não se trata de uma convocação para que você se torne um extremista desinformado, mas para reconhecer que, como cristãos, não podemos jamais dizer que “agora chega” de Deus. Ele é infinito, e nós, finitos; sempre haverá mais de Seu caráter para descobrirmos, mais de Seu amor para sentirmos e mais de Seu poder para usarmos no cumprimento de seus propósitos.

Não posso dizer exatamente o que acontecerá quando você admitir que nunca poderá conhecer por completo ou experimentar o suficiente do Espírito Santo e, mesmo assim, fizer a escolha por segui-lo, independentemente dos resultados. Sei apenas que, quando uma pessoa se rende inteiramente ao Espírito Santo, Cristo é glorificado, e não ela (Jo 16:14).

Talvez o problema principal tenha mesmo que ver com nossa resistência a nos entregarmos a Deus, e não com o fato de acharmos que temos “muito” Dele. É possível que, quando uma pessoa diz: “Eu só quero um pouquinho de Deus, muito obrigado”, ela esteja querendo dizer, na verdade: “Eu prefiro não entregar a Deus as áreas de minha vida com as quais me importo de verdade, por isso vou continuar controlando isso aqui, aquilo ali e, claro, mais aquilo…”

Só que a coisa não funciona assim. Quando leio as Escrituras, vejo a verdade e a necessidade de uma vida totalmente rendida ao Espírito Santo e dependente Dele.

Há mais do Espírito Santo e mais de Deus do que qualquer um de nós experimenta. Eu quero chegar lá — não apenas em termos de conhecimento, mas também na vida, com tudo quanto sou. Estou cansado de apenas falar sobre Deus. Quero vê-Lo agindo por meu intermédio, por intermédio do Corpo de Cristo espalhado pelo mundo inteiro. Sei que há mais. Mais a conhecer, mais a sentir, mais a receber, mais a viver. Todos nós sabemos que há mais.

Que nosso desejo de experimentar mais do Espírito Santo possa se tornar nosso ponto de partida a cada nova aurora. E que abramos — mais amplamente e como nunca antes — o coração e nossa vida à sua presença e às suas ações. Pelo poder e pela presença do Espírito Santo, que possamos ser pessoas mais parecidas com Jesus ao final de cada dia.

Francis Chan, em “O DEUS ESQUECIDO”

* GRÁVIDOS DE SONHOS

Quando estou numa batalha, sabendo que DEUS prometeu, mas, mesmo assim sendo atacada pela dúvida e descrença, gosto de ler e meditar nessa passagem:

“O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E não enfraquecendo na fé, não atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara. E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus, E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer.” Rm 4:18-21

Abraão tinha recebido uma promessa de DEUS de que faria com que ele tivesse um herdeiro.  Muitos anos vieram e se foram, e ainda não havia nenhuma criança. Abraão ainda estava esperando em fé, crendo que o que DEUS havia dito aconteceria. Enquanto ele se mantinha firme, era atacado por pensamentos de dúvida.

A desobediência numa situação como esta é simplesmente desistir quando DEUS está nos ordenando que perseveremos. Desobediência é negligenciar a voz do SENHOR ou o que quer que DEUS esteja nos falando pessoalmente.

DEUS coloca sonhos no coração do SEU povo; eles começam como sementinhas. Assim como uma mulher tem uma semente plantada no seu ventre quando fica grávida, da mesma forma ficamos “grávidos” com as coisas que DEUS promete. Durante a “gravidez”, o inferno trabalha arduamente para tentar fazer com que “abortemos” nossos sonhos. Uma das armas usadas é a dúvida; a outra é a descrença. Ambas trabalham contra a mente.

Joyce Meyer, em “CAMPO DE BATALHA DA MENTE”

* ORAÇÃO É APRENDIZADO

Em muitas ocasiões, Jesus chamou Seus discípulos para orar e os encorajou a serem corajosos e diligentes naquele exercício. A parábloa do juiz iníquo exemplifica bem esta questão:

“E contou-lhes também uma parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer, Dizendo: Havia numa cidade um certo juiz, que nem a Deus temia, nem respeitava o homem. Havia também, naquela mesma cidade, uma certa viúva, que ia ter com ele, dizendo: Faze-me justiça contra o meu adversário. E por algum tempo não quis atendê-la; mas depois disse consigo: Ainda que não temo a Deus, nem respeito os homens, Todavia, como esta viúva me molesta, hei de fazer-lhe justiça, para que enfim não volte, e me importune muito. E disse o Senhor: Ouvi o que diz o injusto juiz. E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles?” Lc 18:1-7

Lucas nos revela o motivo pelo qual Jesus narrou essa parábola. Não foi para nos convencer de que Deus pode ser seduzido a mudar de idéia, como fora mudada a mente do juiz injusto pelos pedidos enfadonhos da viúva. Ela é mais uma parábola de contraste do que de comparação. Jesus narrou a parábola para ensinar que devemos sempre orar e não perder o ânimo. A questão é, se um juiz injusto dá ouvidos aos apelos de uma viúva desamparada, então, quanto mais o Justo Juiz do céu e da terra ouvirá as nossas petições!

A promessa de Jesus é de que Deus certamente justificará ou vingará Seus eleitos que clamam a Ele incansavelmente. Essa é parte da promessa de Desus porque ela é parte do Seu plano. Quando oramos, não estamos incomodando Deus para que nos ouça, mas estamos envolvidos em um exercício que tem por objetivo beneficiar nossa alma. Oramos para não perder o ânimo.

Quando entendermos as palavras de Tiago de que a oração “muito pode”, poderemos concluir que a oração realmente muda as coisas. Novamente, o que ela muda não é o plano eterno de Deus ou a perfeição do Seu conhecimento. O mais importante: as orações nos mudam. Do contrário, por que Jesus nos ensinaria a orar por aquelas coisas que Deus sabe que precisamos?

Na oração, Deus não aprende algo novo a nosso respeito (Ele sabe de tudo!), mas estamos sempre aprendendo algo sobre Ele.

R. C. Sproul, em “A INVISÍVEL MÃO DE DEUS”