* O QUE QUEREMOS?

“E Ele, tocando nos olhos deles, disse: ‘Que lhes seja feito segundo a fé que vocês têm!’ E a visão deles foi restaurada. Então Jesus os advertiu severamente: ‘Cuidem para que ninguém saiba disso’. Eles, porém, saíram e espalharam a notícia por toda aquela região.”
Mt 9:29-31

Às vezes há coisas que só os cegos enxergam, porque aqueles com vista só conseguem acreditar naquilo que vêem. Nós queremos ver, para daí crer. Mas, há coisas que só quando cremos é que vamos finalmente ver.

Jesus não queria ser procurado pelos prodígios que podia realizar. Uma vez que as pessoas viam os milagres, ficariam cegas para o que Ele realmente veio trazer: a cura do pecado. Foi  por isso que Ele pediu que os homens não contassem o que Ele fez.

Jesus pode fazer milagres na vida de qualquer um. Porém, Ele tem algo muito mais importante que milagres e curas. A grande questão é – o que é que nós queremos Dele? Os dois cegos creram em Jesus e receberam um milagre. Logo em seguida ambos desobedeceram o mesmo Jesus no qual creram. Creram Nele como Senhor da cura, mas não como Senhor das suas vidas.

Será que estamos nos convertendo a Jesus, ou apenas àquilo que Ele pode fazer por nós? Analise o que você tem pedido a Deus. O que é que você tem buscado DELE? Uma vida melhor, ou uma vida eterna? E depois, o que você fez com aquilo que Jesus esperava de você? Você quer Jesus apenas como Salvador, ou o quer também como seu Senhor?

PORTAL HERMENÊUTICA

* GRAÇA TRANSFORMADORA

Todo mundo já ouviu falar sobre graça. Mas nem todos a entendem. Nem todos a aceitam. e alguns poucos aprendem a concedê-la. Você faz isso?
Você já a recebeu? Está vivendo à luz da graça? Está expressando a graça de Deus aos outros?

Deus deseja que você perceba sua graça, que a possua e a estenda aos outros. É um processo que irá transformá-lo de dentro para fora. Você foi criado para receber, experimentar e estender esse tipo de amor todos os dias a sua família e seus amigos.

Até mesmo aos seus inimigos.

Esse não é um conceito intelectual para o cérebro ou simplesmente um p_11057teorema etéreo, espiritual. A graça não é uma ideia mística impossível de ser compreendida. É um exercício prático e ativo que o ajudará a viver plenamente de coração, em vez de por obrigação ou expectativa.

Como seria sua vida se você soubesse com toda a certeza que, em algum lugar lá no fundo, foi perdoado? Aceito? Amado profundamente? Abraçado?

E se você soubesse que alguém está olhando para você maravilhado e admirado? E se alguém o visse como um ser perfeito?
Leia de novo. Perfeito.

Sem mancha, sem mácula, sem defeito. Nenhuma motivação errada. Nenhum pecado. Perfeito.

Esse “alguém” é o próprio Deus. E é Ele quem fornece a graça para transformar a perfeição em realidade.

Gary Chapman, em “INESPERADA GRAÇA”

* PARA SER DE DEUS

Para ser de Deus, basta amar o silêncio, ouvir as estrelas e ensurdecer aos tambores marciais.

Para ser de Deus, basta desatar o nó da gravata, soltar os ombros e relaxar o nervo gripado. Por que viver amedrontado? Ninguém precisa temer o vigia incontestável dos religiosos.

Para ser de Deus, basta juntar-se por dentro – seja lá como for –   não exorcizar as sombras da alma, admitir erros e tratar as ambiguidades como dádiva. Por que viver sob o jugo da culpa?

Para ser de Deus, basta não acordar com medo de algum castigo divino. O amor não se melindra com facilidade. Caminhar perto de quem nos acolhe na dor e nos incentiva na alegria, deixa a sensação de que qualquer viagem vale a pena. Se um todo-poderoso tudo sabe, e ainda assim insiste em emprestar o ombro, não é seu poder, mas o despojar de si que fascina.

Para ser de Deus, basta se dispor a viver diferentes circunstâncias com delicadeza: aparar as unhas do velhinho, participar de mutirão, andar a pé, cantar parabéns, chorar em corredor de hospital, comer buchada na casa de matuto e beber água na cabaça.

Para ser de Deus, basta curtir pequenas nostalgias. Quando abraçamos aquela saudade marota que insiste em não morrer, trazemos até o presente o passado bem vivido. Deus nos interpela a não segurarmos o fio da meada da tristeza. O Deus-invisivel também nos quer celebrando a plenitude da beleza nas ausências, inclusive as irreconhecíveis.

Para ser de Deus, basta que as preces sejam poucas e vagarosas. Orar é emudecer diante do mistério. Prece dialoga. Para conversar com o sagrado, a intimidade contemplativa deve ser tão secreta quanto o diário da adolescente.

Para ser de Deus, basta gostar dos diferentes dons que a vida proporciona: vinho tinto, cântico gregoriano, Bach, Chico Buarque, Catulo da Paixão Cearense, caldo de cana, banho de chuva, tarde fria, Martin Luther King, Vinicius de Moraes, cocada e Machado de Assis.

Para ser de Deus, basta manter-se sensível à lenta sístole e diástole do pulmão universal. Na cruel corrida pela sobrevivência do mais forte, sobrou esplendor, que só os humanos conseguem festejar: o lampejo do vaga-lume, o trabalho incessante da abelha, o voo do colibri, a ferocidade do tigre. Quem mais no universo percebe uma valsa no vai e vem das marés?

Para ser de Deus, basta se manter humano, sem nunca abandonar o desafio de se humanizar.

Soli Deo Gloria

Pr Ricardo Gondim – http://www.ricardogondim.com.br

* UMA AJUDA ESPETACULAR

Quando sua esperança vem de dentro, sua vida vai bem enquanto você estiver bem. Sua fé é forte enquanto você estiver forte. Mas, aí é que está o problema. A Bíblia diz que ninguém é bom. Nem tampouco tem alguém que é forte o tempo todo, ou seguro. Precisamos de ajuda de dentro para fora.

Jesus prometeu este tipo de ajuda em João 14:16-17 quando Ele disse, “Eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Conselheiro para estar com vocês para sempre, vocês o conhecem… pois Ele vive com vocês e estará em vocês.”

Não perto de nós. Não acima de nós. Não ao nosso redor. Mas, dentro de nós. Naquela parte de nós que nem conhecemos. No coração que nenhum outro viu. Nos cantos escondidos do nosso ser habita, não um anjo, não uma filosofia, nem um gênio, mas o Espírito de Deus. Imagine isso!

Max Lucado, em “QUANDO DEUS SUSSURRA SEU NOME”

* SUFICIENTE GENEROSIDADE

Fui abraçar um amigo que havia sepultado o pai dias antes. Suas palavras de ânimo e gratidão a Deus iluminaram meu coração. Contou de como o pai chamou os filhos e pediu perdão, expressou sua tristeza por não ter sido melhor pai, reiterou seu amor pela mãe deles, e os encorajou a seguir em frente superando um passado que teria tudo para deixar marcas desastrosas nos meninos. Sem aquela conversa e aquele momento de reconciliação o luto teria sido mais pesado, a história familiar não teria sido redimida, as memórias permaneceriam cobertas pela poeira fina das inadequações do pai que estava de partida. Meu amigo estava grato a Deus pela maneira como seu pai havia se despedido dos seus e da vida. Seu comentário foi simples, “Deus nos visitou naquele hospital”.

Para os menos afeitos às questões da fé, o discurso do meu amigo pode soar apenas como esforço de fazer fechar a conta após a morte do pai, uma espécie de auto-engano para receber consolo de sua própria consciência iludida a respeito de um Deus ausente (que nunca esteve naquele hospital), inútil (afinal, deixou o homem morrer), ou mesmo inexistente (criação humana para remediar sua covardia diante de um universo vazio de sentido).

Mas enquanto abraçava meu amigo novamente experimentei a consciência da fé. Esperar de Deus que sejamos poupados do trivial da vida e das realidades comuns a todos os mortais, isso sim é fantasia, ilusão e covardia. Negar a realidade de Deus porque não encontra evidência de sua presença, isso também é uma forma de buscar sentido, diferente apenas na direção percorrida pelos que têm fé: afirmar seu oposto para tentar encaixar as peças soltas de um universo caótico.

A fé não é um recurso para mover Deus em nosso favor. Não é o botão que uma vez acionado possibilita que sejamos blindados das más notícias e fatalidades. A fé é a experiência de quem atravessa a vida sob os olhos de Deus e sua generosidade mais que suficiente. A diferença entre os que invocam a presença de Deus em suas circunstâncias não se justifica necessariamente pela súplica para que os problemas que causam dor sejam solucionados. Deus é invocado e convidado para a caminhada porque a fé é a convicção de que sua presença no vale da sombra da morte faz toda a diferença.

Aquele que tem fé não pretende evitar a morte, mas com certeza colocar diante da morte a face do Deus que ilumina toda a escuridão. Não quer fugir das dores que o sagrado direito de viver impõe, mas afirmar que a morte e suas trevas malditas não determinam o tom da existência e não têm o poder de fazer com que sua ferrugem encardida embace o passado e pinte o futuro com sombras e tons de cinza.

A fé não nos exime de atravessar o vale da sombra da morte. Mas com absoluta certeza acende uma luz no vale, e faz com que a travessia não seja marcada por medo, angústia, tristeza e solidão, mas por reconciliação, comunhão e esperança de ressurreição.

Ed René Kivitz

* DE AGORA EM DIANTE…

“De agora em diante, vivam o resto da sua vida aqui na terra de acordo com a vontade de Deus.” (1Pe 4.2)

O apelo vem de Pedro: “De agora em diante, vivam o resto de sua vida aqui na terra de acordo com a vontade de Deus”. Não seria o primeiro esforço nessa direção que os crentes da Ásia Menor iriam fazer.

O esforço deve começar agora e não depois, hoje e não amanhã. O esforço deve terminar não na semana que vem, no mês que vem, no ano que vem, mas no último sopro de vida. Por não sabermos quantos anos de vida nos restam, também não sabemos durante quanto tempo teremos o prazer de viver de acordo com a vontade de Deus. Pode ser curto, pode ser longo. O alvo é fazer a vontade do Pai de agora até a hora da nossa morte. No entanto, se alguém tropeçar, não há motivo para se desesperar ou pensar em desistir, porque “temos Jesus Cristo, que faz o que é correto; ele nos defende diante do Pai” (1Jo 2.1).

Porque a vontade de Deus é muito mais elevada que a nossa, não será fácil fazer a vontade Dele dia após dia, ano após ano. Deus sabe disso, e Paulo também sabia: “Porque o que a nossa natureza quer é contra o que o Espírito quer” (Gl 5.17). Então, fazer a vontade de Deus só é possível se crucificarmos a vontade da nossa natureza humana.

Se setenta vezes eu deixar de fazer a vontade de Deus, setenta vezes vou resolver: “De agora em diante vou viver de acordo com a vontade de Deus”!

Elben M. Lenz César, e, “REFEIÇÕES DIÁRIAS COM OS DISCÍPULOS”

* PRE-OCUPAR

“Portanto eu lhes digo: Não se preocupem com sua própria vida,
quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante que a comida, e o corpo
mais importante que a roupa?”
Mt 6:25

Pense na palavra “preocupar”. Ela vem literalmente do conjunto
do prefixo “pre” com o verbo “ocupar”. Ou seja, é aquilo que ocupa,
que apodera-se da nossa atenção previamente. É o que nos ocupa
antes de qualquer outra coisa. O que pre–ocupa sua mente é o que
vem primeiro. O que pre–ocupa seu coração é o que tem prioridade.
Significa o que é mais importante. O que deveria ser primeiro em
nossos corações? Jesus. O que deveria ter prioridade nas nossas
mentes? Deus.

Mas, o que pre-ocupa, o que tem prioridade, muitas
vezes são justamente estas coisas, o que vamos comer, o que vamos
vestir, a nossa saúde, etc. O que sufoca a semente do Evangelho são os cuidados com esta vida (Mt 13:22). Deus não nos explica o que Ele vai fazer, nem como Ele vai cuidar de nós. Ele apenas promete que vai.

Sua maneira de confirmar que Ele vai fazer isso é de nos mostrar quem Ele é. Nosso Pai revela de todas as maneiras o quanto Ele nos ama, sobretudo no sacrifício de seu filho Jesus. Isso deve ser o suficiente. Não é o que Deus vai fazer que precisamos saber – é quem Ele é.

Quando você compreende quem Deus é, você saberá o que Ele vai fazer para você e não terá motivo de se preocupar. Procure Deus, procure conhecê-lo pessoalmente e você saberá o que Ele vai fazer para você.

DEVOCIONAL ILUMINALMA